A produção de cevada na região Sul do Estado, entre Ponta Grossa, Palmeira, Lapa e Norte de Santa Catarina que este ano deve atingir cerca de 35.000 toneladas foi considerada excepcional, pela Divisão de Fomento Agrícola da Companhia Antárctica na Lapa, que mantém um sistema de produção integrado com pequenos e médios produtores. Isso representa um salto de 30% sobre a produção do ano passado, quando foram colhidas 26.000 toneladas.O movimento de caminhões que transportam o produto das lavouras para os silos da empresa foi intenso nos últimos 45 dias, com um média de 200 caminhões por dia no pico da safra.
Essa produção é absorvida pela empresa para fabricação de malte. Atualmente a Antárctica faz um ‘‘blend’’ com 1/3 de malte oriundo da produção nacional de cevada, 1/3 de malte importado e 1/3 de produto importado também, mas diferenciado em sabor, segundo a empresa. A meta da empresa é ampliar a produção de cevada para atender as previsões de crescimento das vendas de cerveja, onde a Antárctica tem uma participação de 33% no mercado.
Para dar vazão à superprodução de cevada na região da Lapa, a Antárctica adotou 3 turnos de 8 horas para o recebimento do produto para não haver interrupção na entrega da produção. O objetivo era driblar a chuva e estimular o produtor a colher rápido, em qualquer horário para o produto não estragar na lavoura. Atualmente o movimento refluiu e a média de entrega da produção é de 70 caminhões, afirmou o engenheiro agrônomo Valmir Ferrari, gerente geral da unidade da empres na Lapa.
Essa superprodução é resultado de um trabalho de estímulo ao produtor que vem sendo feito pela Antárctica desde 1993 quando começou a atuar nessas regiões. De 1993 para 1995 a área ocupada avançou de 250 hectares para 1.300 hectares e atualmente a cultura ocupa uma área de 6.500 hectares, destacou Ferrari.

mockup