Curitiba - O deputado federal Eduardo Sciarra (PFL-PR), disse que o relatório da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), concluído em fevereiro deste ano, foi contundente ao apontar que o Porto de Paranaguá tem condições técnicas de segregar a soja transgênica. Conforme o assessor econômico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Carlos Augusto Albuquerque, esse relatório já foi enviado ao Superior Tribunal Federal que dependia de uma posição de um órgão federal para se pronunciar na ação reclamatória ajuizada por Sciarra.
Portanto, somente após uma segunda decisão do STF sobre o assunto é que vai determinar se o Paraná vai ou não exportar a soja transgênica, concordou Albuquerque. Além do relatório da Antaq, o STF também já questionou oficialmente o Porto de Paranaguá para saber quais os impedimentos para a segregação.
Segundo Albuquerque, não há dificuldade na segregação dos grãos porque o porto já faz essa operação com a soja, farelo de soja, milho e outros grãos. ''Com a soja transgênica é a mesma coisa, é só separar'', alegou.
Segundo Pessuti, o porto depende de investimentos na construção de novos silos, terminais, equipamentos como correias para separar corretamente os grãos. Somente com equipamentos adequados a carga poderá ser devidamente indetificada, afirmou.

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