São Paulo - A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autorizou que as seguradoras Bradesco, SulAmérica e Itaúseg apliquem reajuste de 11,57% aos planos individuais e antigos (assinados antes de 1999). Os contratos novos (após 1999) e as demais empresas tiveram autorização para aplicar 8,89%.
Na última sexta-feira, a ANS já havia autorizado que as empresas de medicina de grupo Amil e Golden Cross aplicassem alta de 11,46% aos planos individuais e antigos. A Amil vai aplicar o aumento em julho retroativo a junho. A Golden Cross reajusta a partir de julho.
A ANS informou que os usuários de planos antigos das cinco empresas que terão reajuste diferenciado somam 754 mil, cerca de 1,79% do total de usuários de planos de saúde, que totalizam 42 milhões.
A ANS disse que a diferença de índice já era prevista porque essas cinco empresas têm calculada a variação do custo médico hospitalar. A ANS regula o setor e determina os reajustes que as empresas podem aplicar nos planos individuais e familiares. Os planos coletivos têm o aumento calculado em acordo entre empresas e segurados.
Para calcular os reajustes individuais novos, a ANS leva em conta a média dos reajustes aplicados nos planos coletivos. A agência considera que, na negociação do mercado, os segurados, em grupos, têm mais poder de negociação do que os planos individuais ou familiares.
No caso dos planos antigos, há três grupos de empresas. Algumas têm cláusula que determina o tipo de índice em acordo com o segurado e, nesse caso, a ANS não pode determinar o índice.
O segundo grupo de empresas tem uma cláusula que prevê a variação médico hospitalar, mas não têm índice claro. Nesses casos, como Amil e Golden, a ANS aplica o reajuste padrão (8,89%) e mais a variação médico hospitalar, considerando a menor variação entre as empresas.
O terceiro grupo não tem cláusula contratual estabelecendo índice ou reposição. Nesse caso, as empresas têm de aplicar o índice padrão definido para os planos novos, que neste ano foi de 8,89%.

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