Brasília - Atendendo a uma demanda ambiental, há duas semanas está no mercado nacional o novo diesel S-50 - com limite de 50 partes por milhão (ppm) de enxofre -, menos poluente do que os demais combustíveis da mesma família. Segundo o diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Allan Kardec Duailibi, o esforço agora será no sentido de incentivar a venda do produto.
Conforme o diretor, os veículos mais antigos também podem utilizar o novo diesel. Já os novos serão fabricados para utilização somente dos combustíveis do tipo S-50. O presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), Alísio Vaz, disse que 1.200 postos já se associaram ao novo diesel e que as expectativas do mercado são positivas. A ANP e Sindicom farão fazendo campanha orientando os consumidores.
A substituição do diesel mais poluente, definida em 2002 pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), deveria ter entrado em vigor em 2009 mas só aconteceu após intervenção da Justiça. Para 2013, o acordo prevê a substituição do S-50 por uma versão de diesel com teor de enxofre ainda menor, o S-10, com limite de 10 ppm de enxofre. No Brasil, há três tipos de diesel disponíveis.
Em Londrina
Desde o dia 27 de dezembro, o posto Via Expressa está comercializando o S-50. A procura, no entanto, ainda está muito aquém do S-1800. ''Em 20 dias vendemos 200 litros do novo diesel. Do outro sai, em média, de cinco a seis mil litros por dia'', comparou o proprietário, Ismael Anselmo. ''Por enquanto, não abastecemos nenhum veículo fabricado especificamente para este combustível, mas somente de donos de caminhonete, por exemplo, que estavam curiosos para conhecer o produto'', acrescentou.
Para Anselmo, a diferença de R$ 0,06 até R$ 0,10 entre os dois produtos pesa na escolha. Porém, o empresário considerou que quando começarem a circular mais veículos usando obrigatoriamente o diesel S-50, ''a tendência é que o preço diminua''.
Segundo Durval Garcia Junior, vice-presidente do Sindicombustíveis da Região Norte, a legislação prevê que todos os postos que tenham mais bicos de diesel do que gasolina e álcool devem vender o novo diesel. Em Londrina, pelo menos quatro estabelecimentos (localizados em rodovias) já trabalham com o produto.
No estabelecimento de Garcia Junior, que comercializa o novo diesel, a procura ainda é pequena. Ele comentou que, como possui baixa rotatividade, o S-50 precisa ser drenado diariamente. ''Isso porque o enxofre é bactericida e, como este possui menos do componente, o tanque precisa ser drenado. Com isso, a manutenção ainda está sendo cara e o novo diesel não tem giro'', explicou.
O agricultor Thiago Tonon ainda não utilizou o novo combustível, mas disse que pretende fazer um teste e abastecer a sua F-4000 com o S-50. ''Como eu uso o veículo apenas para vender verduras não terei prejuízo por conta do preço mais caro, mas para quem trabalha com caminhão e roda bastante não compensa'', opinou. (Com Agência Brasil)

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