ANP vai analisar gasolina apreendida
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2003
Emerson Dias<br> Reportagem Local 
Um fiscal da Agência Nacional do Petróleo (ANP) recolheu, ontem, amostras dos 7.322 mil litros de gasolina apreendidos no 4º Distrito Policial (DP) de Londrina. O perito também testou e liberou os combustíveis de dois postos interditados na cidade e também em Cambé (13 quilômetros a oeste de Londrina).
A coleta foi realizada pelo fiscal Edgard Reis, enviado de Curitiba. Foram recolhidos dois litros (para prova e contraprova) de um caminhão-tanque apreendido desde o último dia 19, durante uma operação conjunta das polícias Civil e Militar. ''Uma amostra fica na delegacia enquanto enviamos a outra para ser testada na Universidade Federal do Paraná. O resultado deve sair nesta sexta-feira e será enviado ao Rio de Janeiro'', explicou Reis.
O representante da ANP destacou que não houve interdição do Posto Inglaterra, onde o caminhão foi encontrado, porque a autuação não foi da agência. ''Estamos vistoriando um tanque apreendido e não um posto. Se confirmar a irregularidade, a ANP pode até autuar, mas somente depois que a polícia repassar informações à sede.''
O delegado do 4º DP, Ricardo Hummig, disse ontem que vai aguardar o resultado dos testes para dar continuidade às investigações. ''Temos 30 dias para concluir o inquérito, onde está incluído também a suposta fraude nas notas fiscais'', disse Hummig, referindo-se à denúncia apresentada pela Novoeste Distribuidora de Petróleo na última segunda-feira.
O gerente comercial da empresa, Luis Claudio Pinheiro, disse anteontem à Folha que a nota de compra dos 15 mil litros (apresentada no dia da autuação) seria falsa. ''Nunca tivemos relação comercial com este posto. Queremos saber porque o posto emitiu uma nota de devolução do produto adulterado para nossa sede, sendo que na nota de compra a origem do produto era Paulínea (SP)'', questionou Pinheiro, destacando que a Novoeste já abriu inquérito policial em Guarulhos (SP), onde fica a sede.
Em depoimento à polícia, o dono do Posto Inglaterra, Sávio Lessa, disse que recebeu reclamações de clientes sobre problemas com o combustível, identificou a adulteração e estava preparando a devolução do combustível para a distribuidora em Paulínea (SP), no momento em que houve a apreensão. Além de Lessa, também está citado no inquérito o proprietário do caminhão, Paulo Serafim da Cunha.
Liberados O fiscal da ANP liberou os postos Sumatra (de Londrina) e Renascer (sediado em Cambé), interditados desde os dias 21 e 14, respectivamente, sob suspeita de comercialização de gasolina adulterada. ''O perito fez testes com a gasolina e também com o álcool e diesel. Não foi encontrado nenhuma irregularidade'', disse o auxiliar administrativo do Renascer, André Rosa de Campos, destacando que o funcionamento do posto foi normalizado por volta das 11 horas de anteontem. No dia anterior, o gerente Reginaldo Antonio Pierolo, havia criticado a demora da ANP em regularizar a situação, dizendo que os ''prejuízos acumulados chegavam a R$ 150 mil''.


