O presidente da CPI dos Combustíveis, o deputado Durval Amaral (PFL), deve encaminhar hoje os laudos do Tecpar que apontam adulteração de combustíveis em dois postos da região Norte do Estado para os Ministérios Públicos de Londrina e Rolândia. Os laudos, recebidos pelo deputado na semana passada, mostram irregularidades nas amostras de gasolina coletadas em maio no posto Nossa Senhora Aparecida, de Rolândia, e no posto Coimbra, de Londrina.
A gasolina do posto Nossa Senhora Aparecida apresentou uma mistura de 40% de álcool e, a do Coimbra, 33%, enquanto o índice permitido pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) é de 24%. O deputado também enviará hoje os laudos à ANP. ‘‘A agência deverá autuar os dois postos. A multa varia de R$ 5 mil a R$ 50 mil’’.
Amaral disse que solicitará aos Ministérios Públicos de Rolândia e Londrina que os proprietários dos estabelecimentos sejam enquadrados na lei de defesa do Consumidor por venda de produto adulterado. ‘‘Vou pedir o indiciamento dos donos dos postos. Se forem condenados, os propriétarios poderão ser presos’’, afirmou o deputado.
O dono do Posto Coimbra, Adelton Fevereiro, disse ontem à Folha que não sabe o que aconteceu mas que resolveu o problema no mesmo dia. ‘‘Acredito que eu tenha recebido uma gasolina com lastro de álcool do caminhão que fazia o transporte’’, defendeu-se. ‘‘Mas o problema foi solucionado na hora’’.
O proprietário do Posto Nossa Senhora Aparecida, Vagner Valério, prestou ontem depoimento na CPI dos Combustíveis em Curitiba. Ele também é responsável por caminhões com solvente apreendidos em Londrina em maio passado. ‘‘Valério disse que comprou a gasolina da distribuidora Pólo, de Bandeirantes’’, disse Amaral. (Cláudia Lopes)

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