ANP quer definição para preço do petróleo
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segunda-feira, 16 de outubro de 2000
Das agências Do Rio 
O diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo), David Zylbersztajn, disse ontem que o governo deve fazer, no prazo mais curto possível, contas para definir se é necessário um reajuste imediato dos preços dos combustíveis. Tem que verificar se é necessário fazer qualquer reajuste. Mas se for necessário, acho que é preciso ter a transparência de dizer por que é preciso reajustar, afirmou.
Zylbersztajn, que esteve na abertura da 10ª Rio Oil & Gas (feira e conferência sobre a indústria do petróleo), disse que isso não significa que defenda reajuste imediato. Citando o ministro da Fazenda, Pedro Malan, afirmou que o que o governo vem dizendo é que não se pode agir com precipitação em meio a uma conjuntura de incertezas. Mas dizer peremptoriamente que não pode haver aumento, isso o ministro não falou e ninguém pode falar, explicou.
Ele voltou a defender a necessidade de racionalização do uso dos derivados de petróleo como forma de economizar o produto e minimizar os efeitos da alta do preço no bolso do consumidor. Zylbersztajn não explicou como seria a racionalização, ressaltando apenas que não se trata de racionamento. Segundo ele, a ANP iria apresentar suas propostas ontem, em Brasília, na reunião do Comitê Técnico do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética). O CNPE, cuja criação está prevista em lei desde 1997, fará sua primeira reunião no dia 30 deste mês.
O presidente da Petrobras, Henri Philippe Reichstul, disse que a racionalização é necessária e deve ser extensiva a todas as formas de energia.
Sob um placar gigante onde se lê Norway, your oil and gas partner, 15 empresas norueguesas ainda não instaladas no Brasil são candidatas a concretizar a proposta de parceria no Brasil feita em inglês. Um dos líderes mundiais na exploração de petróleo e gás em águas profundas, a Noruega explicitou numa frase a intenção da maioria dos expositores estrangeiros que vieram para a Rio Oil & Gas Conference.
Fornecedores estrangeiros de equipamentos e serviços voltados para petróleo e gás se destacam nos dois pavilhões do Riocentro dedicados ao evento, que este ano reuniu mais de 600 expositores. Na última versão, vieram 470. A abertura do setor às companhias privadas no ano passado justifica a euforia. Esse interesse da delegação é o primeiro passo, disse Paal Hovland, gerente de projetos no Rio do Conselho Norueguês de Comércio Exterior, que ajudou a organizar a missão de empresários. O ministro britânico da Indústria e Comércio Stephen Byers foi um dos conferencistas na abertura do evento.


