ANP prevê petróleo a US$ 25 no ano que vem
O diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Luiz Augusto Horta Nogueira, acredita que, apesar da alta do petróleo no mercado internacional nos últimos dias, o produto deve ter o preço estacionado em US$ 25 o barril a partir do final do ano. Um petróleo mais caro significa dar um tiro no pé, pois as companhias passarão a produzir nos campos marginais, disse Horta. A cotação do preço do petróleo próximo a US$ 35,00 também é analisada pelos técnicos do governo como meramente especulativa, sem sustentação até dezembro.
Na opinião do diretor da ANP, a manutenção da cotação do barril do petróleo acima de US$ 33 incentivaria os investimentos em campos que hoje são pouco atrativos no que diz respeito ao retorno financeiro frente aos investimentos necessários para a retirada do petróleo. Além disso, os preços altos são um incentivo ainda maior para que os países importadores decidam buscar energias alternativas, como ocorre com o álcool no Brasil, o que a médio e longo prazo também poderia reduzir mercado dos produtores.
Segundo Horta, caso haja um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da ordem da 4,5% no próximo ano, não haverá qualquer problema para o atendimento de combustíveis e para assegurar o equilíbrio das contas públicas.
O consumo de gasolina está em 22 bilhões de litros a cada ano. A produção atual de petróleo do País está em torno de 1,2 milhão de barris ao dia, o que corresponde a cerca de 60% do consumo nacional. No próximo ano, a meta da Petrobrás é chegar a 1,4 milhão de barris, ou seja, um crescimento de 18%.





