Curitiba Fiscalização realizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), a pedido da Comissão Especial de Investigação (CEI) da Câmara Municial de Curitiba, não encontrou adulteração nos combustíveis nos seis postos visitados ontem. Por outro lado, a Comissão de Segurança de Edifícios e Imóveis (Cosed), da Prefeitura de Curitiba encontrou três estabelecimentos com alvarás de funcionamento vencidos.
A fiscalização continua hoje em mais 10 postos de revenda de combustíveis, cujos endereços estão sendo listados pelos fiscais da ANP. A blitz teve a participação da ANP, Receita Estadual, Vigilância Sanitária e Secretaria Municipal de Urbanismo, através do Cosed. O objetivo principal é verificar o nível de adulteração nos combustíveis, mas os demais órgãos aproveitam para saber se está ocorrendo sonegação de impostos e também verificam a questão da segurança dos estabelecimentos, informou o vereador José Aparecido Alves, o Jota Pê (PSB). Ele é membro da CEI da Câmara Municipal.
Jota Pê atribuiu a ausência de adulteração nos combustíveis às fiscalizações anteriores feitas pela Promotoria de Investigações Criminais (PIC) nos postos da Capital, que resultaram no fechamento de estabelecimentos e prisão de gerentes e proprietários de postos. De acordo com o vereador, com essas fiscalizações, o Paraná que tinha 22% dos combustíveis adulterados, passou para 4%.
Os fiscais da Receita Estadual, por sua vez, encontraram irregularidades em apenas um estabelecimento. De acordo com o diretor da Receita Estadual, Luiz Carlos Vieira, o livro que registra a movimentação dos combustíveis não foi encontrado e o posto foi autuado.
Vieira lembrou que fiscalizações da Receita Estadual são rotineiras. Ontem, em Londrina, a Receita flagrou uma distribuidora de combustíveis utilizando ''meia nota''. Ela estava descarregando 10 mil litros de gasolina num posto e a nota constava que a carga era de apenas 5 mil litros. O diretor da Receita alegou sigilo fiscal e não identificou a distribuidora nem o posto que revende o combustível.

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