ANP interdita posto em Cambé
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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2003
Erika Zanon<br>Reportagem Local 
A Agência Nacional de Petróleo (ANP) interditou, ontem de manhã, o posto de gasolina Renascer, localizado no Jardim Santo Amaro, em Cambé (13 km a oeste de Londrina). O posto que usa a bandeira Esso estava comercializando gasolina adulterada. Os fiscais encontraram 1,3 % a mais de benzeno (derivado de benzina) no combustível.
O gerente do posto, Reginaldo Antônio Pierolo, informou que eles compraram 5 mil litros de gasolina da Distribuidora Vale Verde, pela primeira vez. O posto já havia adquirido diesel dessa mesma empresa e nunca teve problemas. Nós estamos retirando esse combustível das bombas e já compramos de uma outra empresa, revelou Pierolo. Ele ainda explicou que o posto só comprou a gasolina porque antes foi feito um teste com o produto e não foi encontrado irregularidades: Mas o teste que a ANP realiza é mais qualificado e seguro.
Questionado sobre o fato do posto estar usando a bandeira Esso e comercializar combustível de outras empresas, o gerente disse que não falaria sobre o assunto. Apenas esclareceu que o posto teve um problema administrativo com a distribuidora Esso e que, por isso, estava comprando combustível de outras empresas. O posto Renascer foi apenas notificado e tem sete dias para regularizar a situação. Depois desse prazo, a ANP vai fazer uma nova avaliação do produto.
O representante de vendas da empresa Vale Verde na região de Londrina, Adriano Barbosa, desmentiu o gerente do posto e disse que a gasolina não era dessa distribuidora. Eu garanto meu produto, ressaltou. Em seguida afirmou que a empresa vai verificar o combustível e se realmente ele for da Vale Verde, o posto será ressarcido. Os 5 mil litros de gasolina custaram ao posto R$ 9,9 mil.
De acordo com o coordenador regional do Procon em Londrina, Tito Valle, a legislação de defesa do consumidor determina que o estabelecimento deve informar ao cliente a origem do produto. No caso do posto, a revenda tem que informar na bomba a procedência do combustível que o consumidor está adquirindo. O fato do posto Renascer usar a bandeira Esso e comercializar combustível que não seja dessa marca, implica em multa que pode variar de 200 a 3 milhões de Ufirs.
A questão de combustível é de competência da ANP, lembrou Valle. Segundo ele, o Procon pretende estar subsidiando a fiscalização da agência, através de informações e reclamações que o órgão recebe diariamente dos consumidores.
Até o fechamento da edição, a assessoria de imprensa da ANP, no Rio de Janeiro, não havia recebido o relatório diário dos fiscais que interditaram o posto. A agência apenas informou que esse foi um trabalho de rotina.


