Rio - A Agência Nacional de Petróleo (ANP) iniciou ontem no Rio um monitoramento da queda dos preços de gasolina nos postos, que prosseguirá, diariamente, a partir de segunda-feira (7) em 820 estabelecimentos nas principais capitais do País. O diretor da agência, Luiz Augusto Horta, disse que o objetivo é estimular os consumidores a optarem pelos postos que vendam a gasolina ao menor preço.
Mas alertou que a agência poderá recorrer ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), caso seja verificada formação de cartel entre postos para evitar queda nos preços em qualquer região do País.
Horta disse que a ANP verificou queda média de 25% no preço da gasolina nas refinarias desde terça-feira e, portanto, acredita que ‘‘reduções de preços entre 15% e 20% nas bombas são perfeitamente possíveis e o mercado chegará a esse patamar em curto prazo’’. No primeiro dos seis estabelecimentos visitados pela agência, localizado no centro da cidade, de bandeira Esso, foi verificada uma queda de 10% entre o fim de dezembro (1,889 real o litro) e ontem (1,699 real).
Os postos visitados ontem pertencem a diferentes bandeiras (além da Esso, Shell, Ipiranga e BR) e um tem bandeira branca. - Os fiscais da ANP estiveram atentos à margem de lucro dos estabelecimentos. No caso do posto Esso do centro, por exemplo, a margem era de 28 centavos e a conclusão é que, portanto, o preço poderia cair mais.
Em outro posto, bandeira BR, o litro está sendo vendido a 1,679 real, com margem de 15 centavos, mas, nesse caso, também pode haver redução, uma vez que ainda não houve abastecimento com o produto mais barato da distribuidora. Nesse posto. a redução foi de 9,7% no preço ante início de dezembro e hoje.
Horta sublinhou que será preciso acompanhar o movimento dos preços nos próximos dias para checar a real redução nas bombas porque muitos postos ainda estão usando estoques - ainda não adquiriram o produto mais barato. Além disso, a expectativa dele é que os Estados cheguem a um acordo para a mudança do preço de referência para a cobrança da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a gasolina.
O preço do produto ainda não caiu mais nos postos - o governo esperava queda em torno de 20%, mas os distribuidores acreditam que não passará 15% - porque a referência na cobrança do imposto tem sido o preço médio de 1,80 real cobrado nos estabelecimentos em dezembro, sem levar em conta a queda ocorrida desde terça-feira nas refinarias e nas bombas.

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