Curitiba - A Agência Nacional de Petróleo (ANP) iniciou uma fiscalização nesta semana e já apreendeu 23.600 botijões de gás em municípios da Região Metropolitana de Curitiba. Foram interditadas seis revendas. O caso mais grave ocorreu em Araucária em uma transportadora utilizada como depósito irregular. A empresa armazenava 19 mil botijões em cima de carretas. O local foi interditato pela agência reguladora. Esta foi a maior apreensão realizada no Paraná e uma das maiores do Brasil.
De acordo com o chefe de fiscalização do escritório regional da ANP de São Paulo e região, Alcides Amazonas, a operação de fiscalização começou na última segunda-feira e foi resultado de um trabalho de inteligência da agência realizado durante 15 dias.
Os donos deste local que foi interditado em Araucária terão 15 dias para fazer a defesa, responderão a um processo administrativo e devem receber multa com valor entre R$ 20 mil e R$ 5 milhões. Segundo ele, quatro empresas utilizam o local como armazenamento.
Amazonas disse que o ponto não tinha autorização da ANP para o armazenamento. No local, foram encontradas 21 carretas desengatadas e apenas quatro conjuntos (carreta mais cavalo trator).
Os botijões apreendidos já foram retirados do local ontem mesmo e levados para distribuidoras de gás da região para servirem como uma espécie de fiel depositário do material.
Na segunda-feira, foram fechadas duas revendas de gás clandestinas em Almirante Tamandaré, também na Região Metropolitana de Curitiba com apreensão de botijões.
Na terça-feira, foi fechada uma outra revenda em Araucária por problemas de segurança porque os botijões eram armazenados de maneira irregular. Uma outra revenda, também do mesmo município, foi interditada porque vendia botijões para as duas revendas clandestinas de Almirante Tamandaré. Além disso, tinha licença para armazenar 1.900 botijões mas estava com mais de 2 mil. A casa do dono ficava dentro do estabelecimento, o que também é irregular.
Um último local foi interditado em Araucária porque não tinha autorização da ANP e armazenava 2.100 botijões de forma irregular.
O proprietário da revenda Gás Prado Santos, Jorge Lino do Prado, que opera como revendedor legalizado disse que os estabelecimentos que funcionam regularmente acabam sendo prejudicados pelos irregulares. Ele comentou que os formais precisam trabalhar com margem de lucro e pagam impostos. Já os irregulares, que não fazem isso, conseguem ter preços menores no mercado, o que gera uma concorrência desleal.

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