ANP fecha revendas de GLP em Londrina
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quarta-feira, 08 de junho de 2011
Victor Lopes <br> <br> Reportagem Local 
Depois de duas operações ''Bomba Limpa'', realizadas nos postos de combustíveis de Londrina, agora é a vez das revendas de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) - o popular gás de cozinha - passarem por um pente fino na cidade. Cinco equipes da Agência Nacional do Petróleo (ANP) estão no Município até amanhã buscando irregularidades. A operação ''Gás Legal'' conta com o apoio do Ministério Público, Procon, Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), Corpo de Bombeiros e Polícia Militar e deve vistoriar aproximadamente 95 estabelecimentos até o final da semana. Até o fechamento desta edição, o grupo já havia passado por cerca de 40 pontos de venda, sendo que quatro foram interditados.
De acordo com o promotor Miguel Sogayar, o objetivo é verificar a segurança dos locais, se possuem vistoria do Corpo de Bombeiros, cadastro na ANP, alvará junto à Prefeitura e até o peso dos botijões comercializados. ''Os locais são orientados para solucionar os problemas. Queremos regularizar este mercado em Londrina'', comentou Sogayar.
Na grande maioria das irregularidades encontradas até agora, coube a ANP multar ou fechar os estabelecimentos. Carlos Neves Junior, coordenador do Procon no Município, observou que até ontem as visitas nas revendas estavam sendo tranquilas, sem resistência dos proprietários. Entretanto, um dos participantes da operação disse à FOLHA que o grupo acabou encontrando diversos estabelecimentos fechados durante à tarde. ''Ontem (terça-feira), encontramos um estabelecimento localizado na região sul, que na frente atuava uma autoescola, mas nos fundos se vendia botijões de forma irregular'', apontou Neves.
Já em relação ao trabalho do Ipem, Jair Ciquini, coordenador da entidade em Londrina, apontou que haviam sido encontrados poucos problemas de pesagem até ontem. Cada cilindro, que cheio pesa 27 quilos, pode ter uma tolerância de 350 gramas para mais ou para menos, quando mais de cinco unidades forem verificadas. ''Para menos do que isso, não há tolerância. Hoje (ontem) pela manhã, encontramos mais um estabelecimento com problema nos botijões'', relatou o representante do Ipem.
Segundo o promotor Sogayar, as irregularidades encontradas na operação estariam dentro da normalidade em comparação com outros centros onde foram realizadas operações semelhantes.


