ANP fecha 28 distribuidoras; 6 no PR
ANP fecha 28 distribuidoras; 6 no PR
Registro das empresas foi cassado. Muitas já estavam inativas e outras foram fechadas por suspeita de sonegação
Carmem Murara
A Agência Nacional de Petróleo (ANP) determinou ontem a cassação do registro de 28 distribuidoras de petróleo, que conseguiram licença para funcionar após a desregulamentação do monopólio do produto, há quatro anos. Muitas estavam inativas e outras foram fechadas por suspeita de sonegação de impostos. O corte da ANP atingiu seis distribuidoras instaladas no Paraná.
As empresas paranaenses são Petrus Brasileira de Petróleo (Curitiba), Petrotiba Petróleo (Curitiba), SPK Petróleo (Curitiba), Jatobá Distribuidora de Petróleo (Cascavel), Águia Distribuidora (Maringá) e Folker Distribuidora de Combustíveis (Jaguariaíva). A Folha procurou todas as empresas, mas só conseguiu contato com a Águia Distribuidora (ver box).
As distribuidoras de Curitiba não têm telefones na lista. O endereço fornecido pela Petrus para a ANP é, na verdade, do escritório de contabilidade Miroslaw e Samofal. Fazemos a contabilidade deles. Acho que essa empresa está parada, afirmou a secretária do escritório. A SPK tem o telefone ligado a um aparelho de fax; na Petrotiba, ninguém atendeu ao telefone; a Folker e a Jatobá não têm telefone na lista.
Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis (Sindicombustíveis), Roberto Fregonese, a decisão da ANP atende a uma reinvindicação antiga dos donos de postos de gasolina. Há muitas pequenas distribuidoras que não conseguiram cumprir as exigências da ANP e outras estavam sonegando imposto mesmo, afirmou Fregonese.
O baixo preço da gasolina em muitos postos de combustíveis seria uma consequência da adulteração de produtos feita pelas pequenas distribuidoras. Enquanto o preço do litro da gasolina comum gira em torno de R$ 0,80 e R$ 0,82 em postos que compram combustível das grandes distribuidoras, alguns estabelecimentos conseguem praticar preços de até R$ 0,68. Sem adulteração do produto é impossível ter um preço assim, acusou Fregonese.
Um levantamento feito pelo governo de São Paulo constatou que 30% do combustível vendido na cidade estava adulterado. Não há um estudo sobre a situação nos postos paranaeses. A mistura preferida de algumas distribuidoras é o exano ou a própria água. Para as grandes distribuidoras, o fechamento das pequenas representa o retorno ao domínio de mercado. Há quatro anos, havia as seis grandes multinacionais que dominavam a venda de combustíveis. Hoje há 200 empresas no setor.





