ANP divulga na Internet a 1ª lista dos postos do PR
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terça-feira, 29 de agosto de 2000
Guto Rocha De Londrina 
A Agência Nacional de Petróleo (ANP) divulgou ontem a primeira lista com os postos monitorados por técnicos da empresa Alternativa Consultoria, Planejamento e Pesquisa de Mercado Ltda. A lista informa os preços do litro da gasolina e do álcool. Os fiscais da empresa visitaram postos de Curitiba, Londrina e Foz do Iguaçu entre os dias 21 e 26 de agosto. Os dados foram disponibilizados no site da agência (www.anp.gov.br), que esteve boa parte do dia congestionado, tornando o acesso às informações lento.
Em Curitiba, os monitores da Alternativa visitaram 106 postos de um universo de 385 estabelecimentos. Do total monitorado, 24 postos estavam com seus preços com a margem de revenda superior aos R$ 0,15/litro recomendados pelo governo, e 67 estabelecimentos se negaram a prestar as informações solicitadas. O preço médio da gasolina comum ficou em R$ 1,446 e do álcool R$ 0,939.
Os monitores visitaram em Londrina 39 postos de um total de 110 estabelecimentos, sendo que 33 estavam com margem de lucro superior a R$ 0,15/litro. Os pesquisadores não conseguiram obter informações em seis postos de Londrina. O levantamento apurou um preço médio de R$ 1,592 para a gasolina e R$ 1,014 para o álcool.
Em Foz do Iguaçu, os monitores contratados pela ANP estiveram em 17 postos, dos quais oito tinham margem de revenda superior aos R$ 0,15, e nove não prestaram as informações solicitadas. Foz tem 58 revendas de combustíveis. O preço médio da gasolina apurado pelos monitores foi de R$ 1,549 e o álcool ficou em R$ 0,955.
O presidente do Sindicombustíveis do Paraná, Roberto Fregonese, afirmou que a pesquisa realizada pela Alternativa é inócua. As informações disponíveis no site não trazem a realidade do mercado no dia, elas estão defasadas, comentou. Ele afirmou que os preços variam muito rápido. Não se pode esquecer que 87% deste mercado é controlado por apenas cinco grandes companhias. Às vezes, a promoção de uma companhia ou o fim dela determina a queda ou elevação do preço do produto.
Fregonese disse ainda que os postos que se negaram a fornecer os dados solicitados pelos pesquisadores receberam orientação do próprio sindicato. Segundo ele, a abordagem dos funcionários da Alternativa foi feita de forma inadequada, já que a única identificação que possuíam era uma carta fotocopiada da ANP. Só tivemos um comunicado oficial da operação na sexta-feira. Quanto à margem de revenda superior aos R$ 0,15/litro detectada em alguns postos, o dirigente sindical argumentou que isso se deve a uma questão de mercado. Nas cidades maiores, com mais postos, é possível trabalhar com uma margem menor, disse. Os consumidores podem consultar dados pelo fone 0800-900-267.


