Cláudia Lopes
A Agência Nacional de Petróleo (ANP) deslacrou anteontem à noite as sete bombas de gasolina fechadas no último dia 25 em Londrina. As bombas apresentaram, durante análise, combustível fora de especificações.
Durante a blitz da ANP feita em dez postos do município e de Cambé, foram lacradas duas bombas no Posto Cacique, em frente ao Parque de Exposição Ney Braga; duas bombas no Posto Tauane, na rua Rio de Janeiro; uma bomba no Posto Santo Expedito, na rua Brasil; e duas bombas no Posto Master 1, na Leste-Oeste.
Os testes da ANP mostraram mistura de álcool anidro na gasolina de até 30% nestes postos. O limite de mistura permitido é de 24%, com tolerância de um ponto. Em alguns destes postos também foi detectada a presença de solventes rafinados (sobras de refinaria) na gasolina.
As sete bombas foram deslacradas porque os postos cumpriram as exigências da ANP, que previa a retirada e devolução da gasolina às distribuidoras que forneceram os produtos. A Agência exigiu também a reposição dos tanques com combustível novo, dentro das especificações.
O fiscal da ANP, Dario Augusto Lins Neto, esteve em Londrina anteontem, fazendo novos testes nas bombas antes de desenterditá-las. ‘‘Desta vez, todas tinham combustíveis dentro das especificações, com até 24% de mistura’’, afirmou o fiscal.
O trabalho de análise foi feito das 19 horas às 23 horas. ‘‘Recebi a comunicação emitida por Curitiba às 11 horas. Só cheguei em Londrina às 19 horas’’, contou. Segundo o fiscal, os processos administrativos contra os postos continuam tramitando na ANP. Caso sejam considerados culpados, os postos podem pagar multas que variam de R$ 5 mil a R$ 5 milhões.

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