Curitiba Representantes da Agência Nacional de Petróleo (ANP) defenderam ontem, durante o Seminário Internacional de Biodiesel, em Curitiba, a implantação no Brasil da tecnologia do ''flexibol fio'' nos automóveis nacionais. A tecnologia já implementada nos Estados Unidos permite que o automóvel possa se adaptar mecanicamente ao combustível, ou seja, num mesmo tanque o usuário poderia usar gasolina ou álcool.
''O consumidor poderia decidir o que vai colocar no carro pelo rendimento que precisa e o percurso que vai percorrer. O veículo se adapta automaticamente'', explicou o superintendente de qualidade de produtos da ANP, Antonio Bonomi.
A alternativa acabaria com as dificuldades de alguns usuários, em época de entressafra, de encontrar o álcool nos postos de combustível. ''Faltou álcool, não tem problema. O consumidor coloca gasolina. É a saída para acabar com as principais dificuldades dos brasileiros, que são líderes e pioneiros na produção de álcool, mas valorizam a produção do açúcar para exportar para mercados internacionais'', salientou.
Outro problema apontado por Bonomi é a atual flexibilização na legislação brasileira da adição do álcool na gasolina. O Brasil implementou uma flexibilização de 20% a 25%. No entanto, os veículos são produzidos e regulados na fábrica para utilizar gasolina com 22% de adição de álcool, o que prejudicaria o rendimento em casos de alterações expressivas. ''O mesmo flexibol fio acabaria com este tipo de problema'', reforçou ele.
Para a utilização da novidade, o Brasil precisaria implementar uma política nacional de combustível. ''O Brasil tem tecnologia. Falta uma política governamental que direcione as montadoras para a implementação deste tipo de equipamento e incentive a produção do álcool'', reforçou.

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