ANP arrecada R$ 468 mi com leilão para exploração de petróleo no País
ANP arrecada R$ 468 mi com leilão
para exploração de petróleo no País
Empresas brasileiras arremataram 14 blocos. O do Paraná ficou com a norte-americana Coastal Coporation por R$ 4,6 mi
Agência Estado
De Rio
As empresas brasileiras garantiram o sucesso do leilão de venda de 23 áreas destinadas à exploração e produção de petróleo e gás coordenado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). Dos 23 blocos ofertados, dos quais 13 em mar e 10 em terra, apenas dois não atraíram interessados. Grupos brasileiros participaram de 14 dos blocos vendidos. Apenas a Petrobras ficou com oito blocos, a Marítima com quatro e os grupos Queiróz Galvão e Ipiranga com um. A estatal foi a responsável por dar os maiores lances e maiores ágios. O maior ágio foi dado pela Petrobras, em parceria com a inglesa British Gas e com a YPF-Repsol, no bloco em mar, na Bacia de Santos, o BM-S-9, de 38.659%, por R$ 116,2 milhões. O governo arrecadou um total de R$ 468,2 milhões, superior em 45,58% ao valor arrecadado na primeira rodada de licitações da ANP, no ano passado. O ágio médio dos leilões de ontem foi de 8.277% e o valor médio dos lances vencedores foi de R$ 22,3 milhões. Segundo David Zylbersztajn, diretor-geral da ANP, o resultado do leilão foi o mais expressivo deste ano no mercado internacional.
Os dois blocos que não tiveram interessados são o BT-AM-1, na Bacia de Amazonas, em terra, e o bloco BM-S-11, na Bacia de Santos, no mar. Esse saldo também foi bem melhor do que o registrado na primeira rodada, quando a ANP ofertou 27 blocos e apenas 12 saíram.
A Petrobras venceu sempre em parceria com grupos internacionais, como o YPF, Amerada-Hess e Chevron. A forte presença da Petrobras, justamente quando o governo tenta quebrar o monopólio estatal, foi interpretado como natural por Zylbersztajn.
Não poderia ser de outra forma, estamos no Brasil e a Petrobras é a empresa que mais conhece o solo brasileiro, afirmou Zylbersztajn. Segundo o diretor-geral da ANP, como a Petrobras já conhecia as áreas oferecidas, era de se esperar que a estatal demonstrasse tanto interesse. Mas não vejo nada de tão exagerado na participação da Petrobras, disse.
A presença de outras seis companhias brasileiras, como a Odebrecht, Marítima e Ipiranga, foi comemorada por Zylberstajn. Na opinião dele, mais importante do que a arrecadação em dinheiro na licitação, foi o alto índice de nacionalização de aquisição de bens e serviços quase 50% na fase de desenvolvimento pelas empresas vencedoras do leilão.
ParanáA norte-americana Coastal Corporation levou o Bloco Terrestre Paraná 4 pagando o valor de R$ 4.680.001 00. A empresa foi a única a oferecer proposta pelo Bloco Paraná 4. A Coastal ofereceu ainda percentual de aquisição local de bens e serviços nas etapas de exploração e de desenvolvimento de 50%.





