Rio - O preço da gasolina nas bombas caiu 15,5% na sexta-feira, o último dia da pesquisa diária da ANP (Agência Nacional do Petróleo), com relação ao preço de dezembro do ano passado. O percentual, apesar de ser quase o dobro daquele registrado no primeiro dia do levantamento - 8,1%, em 7 de janeiro - ainda está distante dos 20% de redução prometidos pelo governo.
A queda de sexta, no entanto, é a maior registrada desde o início do levantamento. E foi assim durante todo o mês de janeiro: o preço do produto foi caindo gradualmente.
Na sexta, a maior redução ocorreu em Recife: 25,8%, percentual bem acima das demais cidades. Em São Paulo, a queda foi de 12%. No Rio, atingiu 13,8%.
Sob o efeito da recente diminuição da base de cálculo do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) no Estado, a cidade que mais se aproximou da capital pernambucana foi Salvador, onde a redução ficou em 17,2%.
As menores reduções ocorreram em Belo Horizonte (11,3%) e Porto Alegre (11,1%). Em Recife, foi registrado também o preço médio mais baixo da gasolina (R$ 1,308). Em São Paulo, o produto saía, em média, a R$ 1,497, e no Rio, a R$ 1,496.
Segundo a própria ANP, a queda em Recife é exagerada e reflete uma distorção de mercado, sem ser fruto de uma competição saudável.
O que ocorre é que lá a distribuidora pernambucana Total, com presença forte
na capital, tem uma liminar para não recolher a parcela do imposto federal da gasolina, a Cide (Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico), referente às contrições sociais PIS/Cofins.
Com isso, as outras distribuidoras têm de reduzir seu preço para se manterem competitivas, apesar de recolherem integralmente o imposto.
Encerrado na sexta-feira, o levantamento diário da ANP teve como objetivo identificar distorções de mercado durante o primeiro mês de vigência da liberdade do preço da gasolina nas refinarias -que caiu 25% em 1º de janeiro.
A partir de agora, a ANP só divulgará semanalmente, às quintas-feiras, pesquisa em 411 cidades.

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