No último dia útil do ano, os investidores realizaram ontem parte dos lucros registrados anteontem. O Ibovespa fechou em queda de 1,30% e o volume financeiro previsivelmente foi mais modesto, somando R$ 523 milhões. No mês, a carteira teórica paulista teve valorização de 5%. No ano, contudo, teve uma perda acumulada de 11%. Mas o clima é, sem dúvida, de otimismo com 2002.
A divulgação do relatório de inflação do Banco Central, tal como a ata do Copom, não trouxe novidades para o mercado, exceto uma estimativa de inflação para 2003 (de 2,5%, ante meta de 3,25%), bem a calhar na pauta de previsões para o ano-novo que se instala.
Embora o BC insista que o cenário externo (leia-se sobretudo Argentina) e a inflação ainda inspiram cautela, o mercado mostra seu otimismo no dia-a-dia, com reduções expressivas na curva de juros futuros. Ontem não foi exceção.
O regime de câmbio flutuante passou por todos os testes este ano. Acomodou como nenhum outro os solavancos da Argentina, a crise de energia elétrica e os ataques terroristas de 11 de setembro. O dólar comercial chegou a tocar os R$ 2,80 este ano, mas encerrou 2001 cotado a R$ 2,316. Menos mal.

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