Animais também saíram da Cachoeira
Nem só grãos e pessoas transitam diariamente da Fazenda Cachoeira. Houve também trânsito de animais até o dia 7 de dezembro, um dia após o Ministério da Agricultura (Mapa) ter confirmado foco de febre aftosa na propriedade. O curioso é que, nesta última data, um veterinário do próprio ministério autorizou o abate em um frigorífico de Arapongas (37 km a oeste de Londrina).
Conforme as guias de trânsito fornecidas pelo pecuarista André Carioba Filho, um carregamento com 63 cabeças saíram da propriedade no dia 7 de dezembro. Nesta data, a Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab) ainda não havia sido comunicada oficialmente da existência do foco e, portanto, ainda não havia levantado a barreira sanitária. Antes de sair da fazenda, o caminhão foi lacrado pelos técnicos estaduais.
No frigorífico, o lacre foi retirado por um veterinário do próprio Mapa. O frigorífico onde os bovinos foram abatidos, comercialmente, conta com o Serviço de Inspeção Federal (SIF). No total, entre o dia 17 de outubro e 7 de dezembro, cerca de 600 cabeças foram abatidas.
Biossegurança - Procurado pela reportagem anteriormente, Felisberto Batista, chefe do Departamento de Fiscalização de Sanidade Agropecuária da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), garantiu que estão sendo seguidas todas as medidas determinadas pelo protocolo de biossegurança, no caso da Fazenda Cachoeira.
Ele ainda declarou que para adotar as medidas sanitárias, cada caso é analisado separadamente e, por isso, são adotados procedimentos diferentes. Ele também afirmou que são analisados vários itens considerados estratégicos como as condições do local, tráfego e as propriedades interditadas. (F.M.)





