Animais já foram sacrificados
Curitiba O Ministério da Agricultura interditou, no final de semana, a propriedade no Mato Grosso do Sul onde eclodiu o foco de febre aftosa. Até ontem à tarde, 173 animais da fazenda já tinham manifestado a doença, sendo que todos já teriam sido sacrificados, informou o superintendente da delegacia do ministério da Agricultura no Paraná, Valmir Kowaleski.
Todo o plantel da fazenda, cerca de 582 animais serão sacrificados e incinerados. Os técnicos do ministério da Agricultura estavam providenciando a abertura de valas para incineração dos animais. Além da interdição, o ministério proibiu o trânsito de animais e produtos derivados num raio de 25 quilômetros da propriedade. No Paraná, o rio Paraná que faz divisa com o Mato Grosso do Sul funciona como uma barreira natural e dificulta o trânsito, explicou o superintendente.
O ministério determinou ainda a inspeção clínica em todos os animais dos municípios vizinhos de Eldorado como Itaquirami, Iguatemi, Mundo Novo e Japorã, considerados áreas com risco sanitário. Desde ontem, o ministério iniciou a investigação epidemiológica para detectar a origem do foco. O comunicado da ocorrência da doença à Organização Internacional de Epizootidas (OIE), ao Centro Panamericano de Febre Aftosa, aos países vizinhos e aos blocos econômicos e parceiros comerciais foi feito ontem ao meio-dia.
A expectativa dos produtores agora é saber qual será a reação dos países importadores de carne, disse Alexandre Jacewicz, consultor da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep). No primeiro semestre deste ano, o País exportou 674 mil toneladas de carne bovina e faturou US$ 1,44 bilhões, dos quais 60% do faturamento veio do bloco europeu. (V.C.)





