A Angelus Produtos Odontológicos é a segunda empresa londrinense com mais países clientes. São 61, contra 69 da Cacique Café Solúvel. O empreendimento foi criado em 1993 e, já em 1997, começou a fazer o que o diretor Roberto Alcântara chama de ''exportação passiva''. ''Participávamos dos congressos no exterior e os compradores nos encontravam'', explica.
O interesse estrangeiro pelos produtos da Angelus foi tanto que, em 2003, Alcântara decidiu abrir um departamento de exportação. ''Trouxemos um profissional que passou a fazer um trabalho ativo, prospectando e visitando os clientes'', afirma.
De acordo com ele, o fato de trabalhar com inovação é um atrativo da empresa. Mas alguns mercados são difíceis de acessar. ''Não é fácil entrar na Alemanha, nos Estados Unidos ou no Japão, que já têm produtos renomados nesta área'', conta. Mas a Angelus está lá.
Há outros países, como a Coreia do Sul, cujas dificuldades são as barreiras regulatórias. ''Eles têm toda uma burocracia para proteger a indústria local'', declara. Com o Irã, que já foi o principal mercado para a Angelus, está difícil trabalhar. ''As sanções que o Ocidente vem impondo ao País dificultam a nossa vida. Tivemos de arrumar um parceiro local para fazer a produção no próprio Irã. Nós mandamos o know how e a matéria-prima'', explica.
Exportando 95% dos produtos via área, ele não considera o despacho complicado ou demorado. Mas um aeroporto de cargas em Londrina, como o proposto no Projeto Arco Norte, ajudaria bastante.
Há 10 anos, a La Playa Confecções entrou no mercado internacional. A empresa, que já tem 25 anos, passou a vender roupa de banho para Portugal. Na sequência, vieram Espanha, Itália, Japão, Grécia, Suíça, Estados Unidos. Atualmente, segundo o gerente Comercial, Eliseu Penco, os negócios com os estrangeiros não estão bem devido à crise na Europa. ''A gente continua fazendo este trabalho para manter esses clientes, pensando no futuro'', conta.
Os países estrangeiros representam apenas 2% do faturamento da fábrica, mas Penco afirma ser possível elevar este porcentual para 10%. ''Neste momento, nosso produto ficou muito caro para eles, não é só a crise, é a questão cambial também. Mas uma hora este cenário vai mudar'', declara.
Também enviando produtos por via área (Fedex), o gerente não vê problemas no processo de despacho das mercadorias. ''Até um certo valor, é bem tranquilo, com documentação simplificada'', conta. (N.B.)

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