A Rede Angeloni divulgou ontem uma nota, segundo a qual ainda não há prazo definido para o início das obras do hipermercado na Avenida Madre Leônia Milito, perto do Catuaí Shopping (zona sul). O alvará de construção foi liberado na última segunda-feira pela Prefeitura, três anos depois de a rede catarinense comprar o terreno.
O hipermercado enfrentou uma série de dificuldades para conseguir a autorização de construção. Inicialmente, a Lei da Muralha impedia a instalação de novos supermercados de grande porte na maior parte da área urbana de Londrina. A lei só foi revogada em julho de 2012.
A rede ainda teve de aprovar na Câmara um projeto de lei alterando o zoneamento da rua que passa atrás do terreno, a Ulrico Zuinglio. Por determinação do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), o setor de carga e descarga do empreendimento terá de funcionar naquela via. Mas o zoneamento era residencial e não comportava a atividade. O projeto para a mudança demorou meses para ser aprovado na Câmara Municipal, processo que contou com uma audiência pública com os moradores da região.
Por último, no segundo semestre do ano passado, a Angeloni enfrentou uma ação judicial contrária à mudança no zoneamento. Os autores do processo judicial obtiveram liminar em primeira instância, mas a rede reformou a decisão no Tribunal de Justiça (TJ). "A rede Angeloni comemora a vitória da justiça e do bom senso, o que contribui para que seja proporcionado o melhor à comunidade, o que se traduz em mais opções de serviços para a população de Londrina", afirma a nota divulgada pelo grupo.
A rede alega que, devido à "insegurança gerada durante todo o longo processo", não foram contratados os projetos complementares necessários à obra, "justamente pela impossibilidade de previsão do começo dos trabalhos". A nota ressalta que o grupo passa agora a reavaliar seu cronograma, que será divulgado assim que possível.
A loja da Madre Leônia é a segunda da Angeloni em Londrina (a primeira fica no Londrina Norte Shopping) e terá 34 mil metros quadrados de área construída, com 5,7 mil metros quadrados de área de venda, gerando 450 empregos diretos. Além do hipermercado, haverá no local 28 lojas de apoio para serviços e alimentação. A praça de alimentação terá 320 lugares e o estacionamento, 671 vagas.

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