São Paulo - A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) informou que dez entidades representativas dos setores industriais enviaram documento ao Ministério da Fazenda alertando sobre os impactos do aumento do aço de 12%, em média, em janeiro. A elevação vai afetar os preços finais dos bens de consumo.
Em documento, a Anfavea informa que os aumentos do preço do insumo foram de 75% nos últimos 24 meses, índice que ultrapassa a inflação do período. Assinam o documento a Anfavea (representante das montadoras), a Abinee (indústria elétrica e eletroeletrônica), Abimaq (máquinas e equipamentos), Eletros (eletroeletrônicos) , Sindipeças (autopeças), Sindiforja (forjaria) e Sindicatos de Laminação e Trefilação, de Artefatos de Ferro e de Parafusos. Estes setores respondem por 30% do consumo do aço no País, adquirindo 5 milhões de toneladas por ano.
No documento, as entidades afirmam que as siderúrgicas deveriam privilegiar o abastecimento interno, em vez priorizar as exportações e ''internacionalizar'' os preços internos do produto. Elas também reclamam que a oferta do aço está muito concentrada entre poucos fabricantes, o que dificulta o ''diálogo'' entre as partes.
O Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) informou que desconhece o documento enviado ao governo e que os representantes da indústria não têm buscado negociação nos últimos meses.
Segundo o IBS, os aumentos de 12% a 15% no preço do aço ocorridos em janeiro foram motivados pela alta demanda internacional do insumo, puxada principalmente pela China. A Anfavea culpa o aço pela necessidade de elevar os preços dos veículos, que subiram 5% em janeiro, em média, em relação a dezembro.

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