O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), José Carlos Pinheiro Neto, e representantes dos sindicatos ligados ao setor automobilístico vão pedir hoje ao governador Jaime Lerner que o Estado reduza a alíquota do ICMS para os carros. Eles querem que o Paraná siga o exemplo de São Paulo, que na semana passada diminuiu de 12% para 9,5% o imposto para os modelos populares, por um período de quatro meses. A reunião está agendada para as 14h30, no Palácio Iguaçu.
O encontro é o primeiro entre os Estados fabricantes de carros. A Anfavea e a Federação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Fenabrave) pretende fazer reuniões com os governos do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais, que deve ser o próximo da lista. Em todos os Estados, o discurso é o mesmo. Os fabricantes alegam que é necessário reduzir o imposto para poder vender mais e, desta maneira, garantir a manutenção de emprego.
O acordo automotivo emergencial, que foi firmado entre as montadoras e governo federal, está em sua segunda edição há uma semana e vale para os próximos 120 dias. Neste período, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) terá uma alíquota reduzida de 10% para 7%, nos carros populares. A diminuição do ICMS depende da adesão de cada Estado. Em São Paulo, o governador Mário Covas anunciou uma alíquota de 9,5%, contra os 12% praticados até então.
O governo paranaense está reticente em atender o pedido do setor automobilístico. Lerner considera que haverá perda de arrecadação fiscal, que chegaria a R$ 1 milhão mensais, segundo cálculos da Secretaria da Fazenda. O secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, vai dizer aos representantes das montadoras que o Paraná só aceitará o acordo se houver a redução do ICMS estadual e interestadual.
O imposto estadual é cobrado nas transações comerciais dentro do próprio Estado, sendo que o interestadual é o tributo que retorna ao Estado produtor de carros, após uma venda feita em outro Estado. Uma mudança neste sistema depende da concordância de todos os 27 secretários da Fazenda, que integram o Confaz (Conselho de Política Fazendária). Quando o assunto foi discutido na última reunião do Confaz, em abril, o Paraná se absteve de votar. Minas, Rio Grande do Sul e alguns Estados do Nordeste foram contra.

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