São Paulo - O desafio das montadoras instaladas no Brasil é criar veículos adaptados para o mercado doméstico e ao mesmo tempo ''exportáveis'', utilizando plataformas globais. De acordo com o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Rogelio Golfarb, a indústria tem de produzir veículos com alta tecnologia, alta qualidade e preço mais baixo.
Segundo ele, o Brasil tem uma base automotiva como poucos países no mundo, com 17 montadoras produzindo, cerca de 500 fornecedores e uma engenharia capaz de desenvolver produtos locais. O País só não tem uma produção própria de plataformas (assoalho do veículo), já que as montadoras lançam plataformas mundiais a partir das matrizes.
''Não acho que o Brasil tenha necessidade de produzir plataformas locais; nosso maior desafio é pegar esta plataforma e transformar o veículo no novo produto regional, que também pode ser exportado'', comentou o executivo.
Para Golfarb, atualmente é mais fácil uma montadora aprovar o lançamento de uma fábrica em um país do que criar uma engenharia nova. Para ele, nesse sentido, o Brasil está na frente de muitos países, porque tem uma engenharia automotiva muito criativa. ''O que falta é desenvolver o mercado doméstico e melhorar a rentabilidade das empresas, que ainda está no vermelho.''
O Brasil produzirá este ano, segundo cálculos da Anfavea, 2,1 milhões de unidades e a capacidade instalada é de 3,2 milhões. O presidente da Anfavea participou ontem do seminário ''Tendências da Indústria Automobilística: Os Desafios na Retomada do Crescimento'', em São Paulo.

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