Anfavea prevê retomada no quarto trimestre
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segunda-feira, 28 de março de 2016
Folhapress 
São Paulo - A indústria automobilística deve retomar o crescimento a partir do quarto trimestre deste ano, com a expectativa de melhora da economia, estima Luiz Moan Yabiku Júnior, presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). As informações são da Agência Brasil.
"Torço para que as questões políticas sejam rapidamente resolvidas e que parem de contaminar a economia, sem partidarismo, sem ideologia. Todos nós temos que pensar no País", disse ele durante o 7º Fórum da Indústria Automobilística, na capital paulista.
Moan, que deixa o cargo na Anfavea no próximo mês, afirmou ter consciência de que faria a gestão da associação durante um período de crise, uma vez que os altos e baixos do setor costumam ser cíclicos. "Já tínhamos ultrapassado, em termos de crescimento, sete anos. Mas não podia imaginar uma crise tão profunda como estamos vivendo".
Os resultados de vendas absolutas no mês de março ficaram abaixo da expectativa com o agravamento da crise econômica, afirmou. Segundo ele, o setor deverá fechar com 20% a 25% de aumento em relação a fevereiro, um desempenho ruim - em fevereiro, o feriado do carnaval e o menor número de dias úteis reduzem as vendas. "Nós erramos a previsão. A projeção incluía aumento na média diária [de vendas], o que não aconteceu", explicou.
A projeção de crescimento de 8,1% nas exportações está mantida. A renegociação do acordo comercial com a Argentina, que vence em junho, leva expectativa ao mercado. "Queremos um acordo de longo prazo e que gere previsibilidade para ambos os lados. Neste momento, não sabemos qual o desfecho dessa negociação, estamos trabalhando para um acordo de livre comércio", declarou.
Quanto ao emprego, Moan garantiu que as indústrias associadas têm buscado a manutenção dos postos de trabalho. Em fevereiro, 42 mil funcionários foram colocados no regime do Programa de Proteção ao Emprego (PPE), lay off ou férias coletivas. Foram demitidos 15 mil trabalhadores.


