Agência Estado
De São Paulo
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) ainda acredita em uma resposta positiva do governo federal à proposta da entidade para a renovação da frota nacional. O presidente da Anfavea, José Carlos Pinheiro Neto, que voltou a discutir o assunto na última quarta-feira, durante um jantar na Venezuela com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Alcides Tápias, disse que as negociações continuam em andamento.
Ele avisou, entretanto, que a garantia dada pelas montadoras de manutenção de emprego durante o primeiro ano do programa só terá validade se for adotada a proposta da entidade, que prevê a concessão de um bônus de R$ 1,8 mil na troca de um carro com mais de 15 anos de uso por outro zero quilômetro. ‘‘Se o governo decidir adotar o desconto só para carros a álcool, teremos de reavaliar a proposta’’, disse Pinheiro Neto.
‘‘O governo introduziu uma hipótese absolutamente nova na negociação’’, alegou, em referência aos estudos do Ministério do Desenvolvimento para a implantação de um programa limitado aos modelos movidos a álcool.
As vendas de carros a álcool no mercado brasileiro continuam inexpressivas, conforme indicou o último balanço da Anfavea. Em março, foram comercializadas apenas 807 unidades no mercado brasileiro ante 1,1 mil unidades em fevereiro. A participação dos modelos nas vendas totais é de menos de 1%.Fabricantes recuam na proposta de baixar custo se o governo limitar o programa para veículos a álcool
Arquivo Folha‘PATINHO FEIO’Balanço divulgado pela Anfavea indica que apenas 807 carros a álcool foram vendidos em março: participação de menos de 1% do mercadoArquivo FolhaPinheiro Neto: em andamento

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