Anfavea espera aumento no IPI de veículos em janeiro
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sexta-feira, 06 de dezembro de 2013
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 
Os executivos de concessionárias de Londrina acreditam que o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos, programado para janeiro próximo, estimule o consumo até o fim de dezembro. O presidente da Associação Nacional do Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, afirmou ontem que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, descartou manter a redução na alíquota.
Moan disse, porém, que não foi definido se a recomposição do IPI será total ou parcial. O governo federal reduziu o imposto em maio do ano passado e havia anunciado que promoveria aumentos escalonados em abril e junho. Porém, decidiu manter os índices reduzidos para evitar o desaquecimento da economia, já que o setor de veículos responde por 5% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
Para automóveis com motor 1.0, por exemplo, o imposto está em 2%. O índice deveria ter passado a 3,5% no último mês de abril e voltaria aos 7% originais em julho. Há diferentes descontos conforme o tipo de cilindrada, mas o diretor comercial da Fiat Marajó, Eduardo Menegheti, disse que a média gira em torno de R$ 2 mil com a redução no imposto. "Estou estocando veículos porque tivemos uma experiência parecida no ano passado. Quem vier comprar neste mês sabe que vai pagar mais barato."
O gerente comercial da Ford Tropical, Fábio Citta, afirmou que também houve aumento no consumo de veículos nas últimas vezes em que houve ameaça de alta no IPI. Mesmo assim, ele contou que já se preparava para vendas aquecidas no fim de ano, devido a novos lançamentos e modelos para quase toda a linha da marca. "Nosso dezembro começou melhor do que no ano passado e estamos crescendo em todos os meses desde maio. Tanto que nossa participação no mercado aumentou."
Independentemente do IPI, a supervisora de vendas da Norpave, Kassiane Gil, também disse que a concessionária da Volkswagen trabalha com a possibilidade de um fim de ano melhor do que os anteriores. "A marca criou financiamentos com taxas de juros diferenciadas e campanhas diferentes, então nossa expectativa é de crescimento."
O diretor comercial da Metronorte, Waldir Rezende Filho, considerou que será difícil superar as vendas de dezembro de 2012, ainda que espere por um mês bom. Ele afirmou que o reajuste do IPI ajuda a criar um "senso de urgência no consumidor que está na dúvida", mas sugeriu pressa aos clientes. "Bom mesmo é comprar antes do dia 20, porque depois caem as opções de cores de veículos em estoque, por exemplo."
Arrecadação
O presidente da Anfavea estimou que a cada 1% de reajuste no IPI gere aumento de 1,1% sobre o valor dos veículos. Ele não viu prejuízo na arrecadação do governo porque, segundo contas da entidade, a redução na alíquota do setor automotivo gerou uma alta de R$ 6,8 bilhões no recolhimento de impostos federais e estaduais desde meados de 2012. A conta inclui a desoneração de R$ 4,9 bilhões do IPI subtraída do aumento de arrecadação de R$ 11,7 bilhões no período, entre PIS/Cofins (R$ 5,1 bilhões), ICMS (R$ 5,3 bilhões) e IPVA (R$ 1,3 bilhão). (Com Agência Estado)


