Anfavea avisa: preço subirá mais
Anfavea avisa: preço subirá mais
Os preços dos carros devem continuar subindo porque os fabricantes querem recompor prejuízos que, segundo eles, somaram R$ 3 bilhões no ano passado. Perdeu a graça perder dinheiro, disse ontem o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), José Carlos Pinheiro Neto, tentando justificar os recentes aumentos. Em janeiro, a distribuição de veículos para a rede de concessionários cresceu 3,21% em comparação com dezembro, mas a venda das lojas para o consumidor caiu 18,4%.
O nível dos estoques nas montadoras e rede de revendedores caiu de 117.551 para 114.930 unidades em janeiro. Todavia, enquanto o volume de dezembro era suficiente para 37 dias úteis de vendas, o de janeiro pode atender a 41 dias.
A produção de veículos aumentou 14,1%, em janeiro em comparação com dezembro. A indústria automobilística fabricou 93.205 unidades. O volume é também 10,35% maior do que o de janeiro do ano passado. Incluindo veículos importados, foram distribuídas para a rede de revendedores 88.236 unidades, 3,2% mais do que em dezembro. Por outro lado, a venda no atacado encolheu 5,3% na comparação com o mesmo mês de 1999. No varejo os concessionários do País venderam 86.100 unidades, o que representou uma queda de 5% em relação a janeiro de 1999.
A indústria automobilística começa o ano exportando mais do que em janeiro de 99. As montadoras conseguiram faturar US$ 220,7 milhões com as vendas ao exterior, 7,8% mais do que no mesmo período do ano passado. Os populares continuam sendo os mais vendidos do mercado. Os veículos com motor 1.0 representaram, em janeiro, 70,4% das vendas. Já os carros a álcool continuam sendo vendidos em ritmo lento: 986 unidades com este tipo de motor foram distribuídas no mercado, 1,3% das vendas totais. O nível de emprego está melhor do que há um ano. As montadoras empregam, hoje, 95.600 trabalhadores, 1,9% mais do que em janeiro de 99.





