São Paulo - As taxas de juros das operações de crédito voltaram a subir em março, representando o terceiro mês consecutivo de alta, apurou a Pesquisa de Juros da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). A taxa média de juros para pessoa física apresentou elevação de 0,41% ao mês na comparação com fevereiro, a alta mais expressiva nos juros desde junho de 2007, enquanto a taxa para pessoa jurídica mostrou elevação de 0,73%, maior alta no juro desde abril do ano passado.
Na avaliação do coordenador do levantamento, Miguel José Ribeiro de Oliveira, o resultado pode ser atribuído ao aumento dos juros futuros por conta das incertezas externas, à paralisação das quedas da taxa básica de juros e expectativa dos agentes econômicos quanto a eventuais elevações pelo Banco Central. Oliveira, que também é vice-presidente da Anefac, citou ainda o mercado interno aquecido como mais um fator que possibilita a alta das taxas de juros.
Segundo a pesquisa, a taxa de juros média geral para pessoa física teve acréscimo de 0,03 ponto porcentual no mês, passando de 7,25% ao mês em fevereiro para 7,28% em março.
Com o aumento, a taxa de juros média geral no ano passou de 131,62% ao ano em fevereiro para 132,39% ao ano em março. Nas operações para pessoa física, tiveram elevação no mês todas as seis linhas de crédito analisadas (juros do comércio, cartão de crédito, cheque especial, CDC-bancos-financiamento de veículos, empréstimo pessoal-bancos e empréstimo pessoal-financeiras).
De acordo com a Anefac, a taxa de juros média geral para pessoa jurídica subiu 0,03 ponto no mês, aumentando de 4,13% ao mês em fevereiro para 4,16% ao mês em março.
Miguel de Oliveira destacou que, desde setembro de 2005, considerando todos os cortes da Selic promovidos pelo Banco Central, houve uma redução de 8,50 pontos porcentuais, (de 19,75% ao ano para 11,25%). No mesmo período, a taxa de juros média para pessoa física apresentou uma redução de 8,73 pontos percentuais (de 141,12% ao ano para 132,39%), enquanto nas operações de crédito para pessoa jurídica a queda atingiu 5,15 pontos porcentuais (de 68,23% ao ano para 63,08%).

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