Aneel vende 10 usinas e arrecada R$ 277 milhões
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sexta-feira, 01 de dezembro de 2000
Agência Folha Do Rio 
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) vendeu ontem, em leilão realizado na Bolsa do Rio, concessões para a construção e exploração de dez usinas hidrelétricas de pequeno e médio porte, de uma oferta total de 11 usinas. Uma delas, a usina Bocaina, localizada entre Minas Gerais e o Goiás, não foi vendida por falta de comprador. A arrecadação, para pagamento entre 28 e 30 anos, foi de R$ 277,04 milhões. Todas as concessões serão por 35 anos, incluindo o prazo de construção.
As dez usinas licitadas com sucesso ontem correspondem a uma potência instalada de 1.246 megawatts, equivalente a 1,78% da potência instalada no País (70 mil megawatts, segundo a Aneel) e a uma vez e um quarto a potência total do sistema elétrico da Bolívia, também segundo a Aneel. O investimento total previsto para construir as usinas é de, aproximadamente, 3,3 bilhões.
As dez usinas foram licitadas em sete ofertas e, dessas, quatro tiveram disputa. O maior ágio sobre o preço mínimo obtido foi de 772,48%, na disputa pelo direito de construir a usina de Picado, no município de Juiz de Fora, em Minas Gerais. O leilão foi vencida por um consórcio de empresas do grupo Paraibuna de Metais.
O preço mínimo era de R$ 149 mil por ano, a serem pagos em 30 anos, a partir do sexto anos de concessão (quando a obra deve estar pronta). O preço final do leilão foi de R$ 1,3 milhão por ano, o que representa um total de 39 milhões durante todo o período.
O maior preço foi pago pela concessão do Complexo Energético do Rio das Antas, no Rio Grande do Sul, formado pelas usinas de Monte Claro (130 megawatts), 14 de Julho (130 megawatts) e Castro Alves (100 megawatts). O consórcio formado pelas empresas CPFL, CEEE (estadual do Rio Grande do Sul) e Desenvix pagará R$ 3,2 milhões anuais em 29 anos, o que somará um total de R$ 92,8 milhões.
Também foram vendidas com ágio as usinas de Barra do Braúma (MG), cujo preço alcançou R$ 770 mil por ano (ágio de 531,15%), e de Itaocara (RJ), cujo preço chegou a R$ 2.017 mil por ano (ágio de 232,29%). Pelo preço mínimo foram vendidas as usinas do Complexo Energético Capim Branco, MG (usinas 1 e 2) , no valor de R$ 1.615 mil por ano; e as usinas isoladas de Murta, MG (R$ 320 mil por ano), e Espora, Goiás (R$ 122 mil por ano).


