Aneel se defende e nega que tenha demorado a agir
O governo federal somente tomou conhecimento da necessidade de adotar um programa de redução do consumo de energia em fevereiro deste ano. Um relatório preparado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) alertou para a pouca quantidade de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas nas Regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do País. A informação é do diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), José Mário Abdo, ao explicar que os auxiliares do presidente Fernando Henrique Cardoso não demoraram para tomar as providências que o assunto exigia e para atravessar o período de escassez das chuvas sem danos para a população.
Para colaboradores mais próximos do presidente Fernando Henrique Cardoso, os alertas sobre a necessidade da redução do consumo de energia elétrica vinham sendo transmitidos há anos. Os assessores garantiram que o quadro do setor elétrico foi mal analisado pelos técnicos da Aneel e do Ministério de Minas e Energia.
O presidente do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Mário Santos, durante audiência na Câmara dos Deputados na quarta-feira, afirmou que em várias ocasiões emitiu opiniões sobre a necessidade de economizar energia.
A crise do setor elétrico nacional colocou em lados opostos técnicos do governo federal. Enquanto Abdo defendeu os procedimentos adotados até o momento, Santos saiu com discurso no Congresso Nacional dando conta de que o problema deveria ter sido evitado no passado. A agência reguladora e o ministério apostaram no projeto das usinas termoelétricas. Estas unidades de geração de eletricidade seriam suficientes para desafogar as usinas hidrelétricas em período de seca. As obras, entretanto, não saíram do papel.





