Aneel se compromete a analisar denúncias feitas pela oposição
O presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), José Mário Abdo, se comprometeu a avaliar as denúncias apresentadas pelo Fórum Popular Contra a Venda da Copel e transmitir a posição oficial da agência.
Anteontem à noite, o deputado estadual José Maria Ferreira (PDT), o senador Osmar Dias (PDT) e o coordenador-executivo do fórum, Nelton Friedrich, apontaram irregularidades em contratos entre a Copel e empresas sócias. Entre os documentos levados pela oposição está o contrato entre a Tradener (comercializadora de excedentes de energia no mercado atacadista) e a estatal. O contrato foi cancelado pela Justiça do Paraná no final do mês passado.
A ação foi encaminhada pelo advogado Daniel Ferreira, ligado ao Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge), entidade que integra o fórum. O Senge acusa o governo de improbidade administrativa. O sindicato questiona a forma como a estatal de energia se associou a empresas privadas para formar a Tradener, em 1998.
O fórum questiona ainda o preço mínimo, fixado em R$ 5,068 bilhões. José Mário Abdo disse que a Aneel pode se posicionar sobre os contratos, mas o preço mínimo não é de competência da agência, e sim das empresas contratadas pelo governo do Estado para fazer a avaliação da companhia. O senador Osmar Dias disse que foi proposta à Aneel a gerência conjunta da Copel por parte do governo do Estado e do governo federal, mas com o Estado detendo o controle acionário. É uma proposta alternativa, para que a empresa não seja vendida.
A oposição faz pressão também na Assembléia Legislativa do Paraná. Ontem à tarde, cerca de 100 pessoas, entre integrantes do fórum e estudantes, ocuparam as galerias da Casa. O objetivo é exigir nova votação do projeto popular que impedia a venda da Copel. O projeto foi derrubado pela maioria governista (27 a 26 votos) no dia 20 de agosto. Mas a sessão foi anulada por liminar concedida pelo Tribunal de Justiça, a pedido do deputado Caíto Quintana (PMDB).(Maria Duarte, de Curitiba)





