Curitiba - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), afirmou ontem, que a sua decisão de considerar, para cálculo do reajuste das distribuidoras este ano, o Índice Anual de Satisfação do Consumidor (Iasc) de 2003 e não o de 2004, como seria usual, significará um acréscimo irrisório na conta de luz dos consumidores de energia da Companhia de Energia Elétrica do Paraná (Copel). No caso de algumas distribuidoras, segundo a assessoria de imprensa da Aneel, o uso do Iasc 2003 representou um desconto maior na tarifa para seus usuários.
No caso do Paraná, a variação do Iasc ficou em 0,52, passando de um patamar de 0,08 em 2003 para 0,60 em 2004, segundo as pesquisas. A assessoria explica que isso não significa que o consumidor estará pagando R$ 0,52 ou o,52% a mais por mês, uma vez que o Iasc é apenas um componente do redutor de despesas, chamdo de Fator X.
Criado em 2000, como forma de premiar as empresas, a partir de 2002 a Aneel colocou o Iasc como um componente do redutor de despesas. Entre os componentes, contam a mão-de-obra (Fator XA), o produto (XE) e o Iasc (XC). Quanto maior a nota de satisfação dada pelo cliente, menor seria o desconto ofertado pela distribuidora.
Desde então, o Iasc, que era medido pelo Instituto Vox Populi, sempre foi divulgado no início do ano. Desta vez, no entanto, a Aneel abriu licitação , contratou outro instituto, o Data Métrica, o que atrasou a medição, divulgado apenas em julho deste ano. Nessa data, segundo a assessoria da Aneel, 37 das 64 distribuidoras do País já haviam calculado o reajuste com base na pesquisa de 2003.
A agência também detectou, na mesma época, problemas com a amostragem utilizada na apuração do índice de 2004 e decidiu, então, considerar o índice de 2003 para todas as outras distribuidoras.

mockup