Brasília A Aneel multou em R$ 816 mil a Escelsa (Espírito Santo Centrais Elétricas S.A.), distribuidora que vende energia para 922 mil clientes no Espírito Santo. A infração foi cometida no ano passado, quando a empresa era presidida por Francisco Gomide, atual ministro de Minas e Energia. O ministro não quis comentar a decisão da Aneel.
De acordo com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), a Escelsa cometeu falhas em três projetos. Um deles fazia parte do plano do governo para evitar o racionamento distribuição de lâmpadas econômicas para a po
pulação de baixa renda. Das 10 mil lâmpadas que deveria distribuir, a Escelsa só distribuiu 5.948.
As outras falhas da Escelsa foram não ter cumprido um programa de instalação de medidores em residências para implantação do sistema de tarifa amarela (tarifa mais cara na hora de maior consumo) e alterações em um projeto de economia de energia na Vale e no porto de Tubarão.
A Escelsa já tentou recorrer da decisão, mas, na sexta-feira, a diretoria da Aneel negou o recurso e ratificou a multa. A Escelsa informa que vai recorrer ao Conselho Diretor da Aneel -última instância administrativa do órgão. Se a multa for novamente confirmada, a empresa estudará se é o caso de brigar na Justiça.
A Aneel não aplicou a multa máxima na Escelsa. Pelo tipo de infração cometida, a empresa poderia ter sido multada em até 1% do faturamento anual -o que daria aproximadamente R$ 7 milhões.

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