Aneel multa empresa e ONS pelo blecaute de janeiro
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quarta-feira, 08 de maio de 2002
Agência Estado 
Brasília - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou ontem as punições pelo blecaute do dia 21 de janeiro, que apagou as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul. A Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP), responsável pela linha de transmissão que se rompeu desencadeando o colapso do sistema, foi multada em R$ 4,5 milhões, e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), como coordenador da operação, terá de pagar de R$ 299 mil.
O diretor-geral da agência, José Mário Abdo, disse que a identificação de responsáveis e a punição têm efeito exemplar. Contribui para a melhoria das práticas e métodos de manuntenção e proteção do sistema, afirmou. Ruptura de cabo não é aceitável, avaliou Abdo. De acordo com ele, logo depois do blecaute a agência mandou ofício a todas as empresas para que fossem aprimorados os sistemas de manutenção e proteção.
Serão adotadas, segundo Abdo, medidas para reforçar a segurança do sistema elétrico. Ele citou a construção de uma linha de transmissão entre Londrina, no Paraná, e Araraquara, em São Paulo. Essa linha deve melhorar a transmissão de energia entre as regiões Sul e Sudeste.
A CTEEP foi multada porque houve falha na sistemática da manutenção, disse o diretor-geral, evidenciada pelo rompimento do cabo na linha de transmissão que liga a hidrelétrica de Ilha Solteira à subestação de Araraquara, em São Paulo. Esse problema foi agravado pela atuação incorreta da proteção de outra linha que foi desligada mesmo não tendo apresentado problemas.
No dia do blecaute, das seis linhas de transmissão que partem da usina de Ilha Solteira, duas já estavam desligadas para manutenção. Com a queda da linha e o desligamento de outra, as duas restantes não suportaram o problema e houve desligamentos em cascata.
O ONS foi responsabilizado pelo apagão porque detectou-se falha dos serviços auxiliares de comunicação do Centro de Operação do Sistema da Região Sudeste. A Aneel diz ainda que a recomposição do fornecimento de energia foi ineficiente por terem sido adotados procedimentos inadequados.


