Brasília O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), José Mário Abdo, afirmou ontem que não considera, no momento, a necessidade de intervenção na Eletropaulo.
A possibilidade da intervenção da agência foi levantada após o atraso do pagamento pela AES (controladora da Eletropaulo) de parte do empréstimo concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no final de janeiro.
A ministra das Minas e Energia, Dilma Roussef, afirmou que o governo exigiria as garantias previstas em contrato em caso de inadimplência. Uma das possibilidades seria reassumir o controle da Eletropaulo.
No entendimento da Aneel, o problema financeiro está localizado na AES, não na Eletropaulo. A dívida da concessionária paulista está em R$ 7 bilhões, mas o faturamento anual chega a R$ 8 bilhões. Apesar disso, a dívida é de curto prazo. Há dificuldades na empresa para o alongamento das dívidas junto aos credores.
Consumo - Os consumidores residenciais de energia elétrica de todo o País reprovaram o serviço prestado pelas empresas distribuidoras. O índice nacional de referência em 2002, na escala de 0 a 100, ficou em 77,23, mas as empresas alcançaram apenas 64,51.
Apesar disso, o número do ano passado supera os 63,22 verificados em 2001 e os 62,81 de 2000. Para a apuração dos dados, a Aneel contratou o Instituto Vox Populi para, entre os dias 11 de novembro e 18 de dezembro, entrevistar 19.200 consumidores brasileiros.

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