Aneel descarta novo reajuste de energia
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sexta-feira, 12 de julho de 2002
Agência Folha 
Rio de Janeiro O diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), José Mário Abdo, descartou ontem a possibilidade de reajustar tarifas de energia para compensar distribuidoras por perdas decorrentes do aumento do número de consumidores de baixa renda.
A posição de Abdo contradiz o próprio ministro das Minas e Energia, Francisco Gomide. Na quarta-feira, ele afirmou que ou havia aumento na conta ou o Tesouro (portanto os contribuintes) teria de bancar as perdas. O governo havia confirmado que estuda reajuste de tarifas. A estimativa era de que o aumento médio para o País fosse de 3%, mas poderia chegar a 11% no Nordeste.
Desde maio, quando foi regulamentada a lei 10.438, que estabeleceu a ampliação do benefício, o número de usuários de baixa renda dobrou, indo de 8 milhões para 16 milhões, segundo a Aneel.
Todos os consumidores que gastam menos de 80 kw/h por mês passaram a ter direito ao benefício, o que, de acordo com a Aneel, pode implicar em uma redução de até 60% na conta de luz.
Segundo ele, a Aneel entende o pedido das distribuidoras, e outras alternativas para compensá-las estão sendo estudadas. Mas nenhuma delas, disse, inclui o reajuste de tarifas, seja de clientes industriais ou residenciais de consumo maior.


