As vendas de defensivos agrícolas, produtos químicos utilizados no combate a pragas e doenças na agricultura, atingiram US$ 626,6 milhões no primeiro semestre deste ano, volume 20,3% acima do faturamento de US$ 575,9 milhões verificado em igual período do ano passado. Os dados são da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), entidade que congrega os laboratórios fabricantes de defensivos.
Cristiano Walter Simon, presidente-executivo da Andef, prevê diminuição no ritmo de crescimento das vendas neste segundo semestre, mas ainda assim o setor deve fechar o ano com faturamento 15% superior ao recorde de US$ 2,180 bilhões registrado no ano passado.
A redução no ritmo de crescimento no segundo semestre, diz ele, deve-se ao fato de as vendas de inseticas (para lavouras de soja e algodão) e de herbicidas (para cana-de-açúcar) serem mais fortes no primeiro semestre. Simon afirmou que o setor não prevê ampliação da área cultivada safra 98/99 e sim maior utilização de insumos, a exemplo do que vem ocorrendo nos últimos quatro anos, em que a produção aumentou 40%, enquanto a área plantada permaneceu estável.
Cristiano Simon considera os US$ 8,5 bilhões anunciados pelo governo para financiamento de custeio da safra 98/99 insuficientes para atender à demanda global da agricultura, mas acredita que pelo menos os ‘‘pequenos e médios serão atendidos, enquanto os grandes terão que recorrer a outras fontes’’.
As indústrias têm utilizado sistemas de financiamento da produção, como as Cédulas do Produto Rural (CPR), mas ainda de forma incipiente. Simon afirmou que o setor ainda não tem estudos sobre o impacto dos grãos transgênicos sobre as vendas do setor mas a princípio serão mais afetados os herbicidas (soja) e os inseticidas (milho).
Segundo Simon, o faturamento das empresas não deve ser afetado porque a maioria deixou de ser apenas química para também se dedicar também à engenharia genética, como é o caso da Monsanto, Dupont e Novartis, que nos últimos meses adquiriam empresas especializadas na produção de sementes.ArquivoAgroquímicaAplicações de agrotóxicos têm aumentado na soja, milho e cana-de-açúcarVenilson Ferreira
Agência Estado

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