Andeam se defende das críticas feitas pela Faep
PUBLICAÇÃO
sábado, 14 de novembro de 1998
Lucinéia Parra 
O advogado da Associação Nacional de Defesa e Educação Ambiental (Andeam), Marcos Antonio Capellazzi, esteve ontem na sucursal da Folha , em Maringá, para rebater as críticas feitas pela Federação da Agricultura do Paraná (Faep) sobre as atividades da entidade.
Conforme Capellazzi, o objetivo único da Andeam, é promover a educação ambiental e o reflorestamento das áreas devastadas. Ele diz, que a entidade não tem intenção de agredir o agricultor, mas sim, fazer com que ele inicie em sua propriedade o reflorestamento da área legal.
Conforme Capellazzi, a Faep e outras entidades estão fazendo críticas infundadas quando se referem às ações impetradas pela Andeam. Não propomos ações contra pequenos produtores, mas somente contra médios e grandes produtores porque entendemos que eles têm mais condições de fazer cumprir a lei e também porque acreditamos que, ao fazer o reflorestamento, os médios e grandes proprietários rurais estarão induzindo o pequeno a fazer o mesmo.
Sobre a cobrança de custas do processo, Capellazzi diz que a Andeam está requisitando aos seus advogados que cobrem R$ 500,00 referente aos honorários profissionais. Os advogados da Andeam não cobram o correspondente a 10% do valor do processo como autoriza a lei.
Conforme o advogado, a entidade também está elaborando projetos para que o agricultor desenvolva atividades de manejo sustentado, em que ele possa plantar espécies vegetais na floresta legal, com benefícios econômicos em muitos casos maiores do que os obtidos em cereais e pecuária. A maior parte das ações propostas pela Andeam atinge a região Oeste e Noroeste do Estado, porque segundo Capellazzi, são as mais devastadas do Paraná.
As críticas feitas pela Faep, conforme Capellazzi, representa o corporativismo da classe. Ele diz que entidades como a Faep possuem departamentos de meio ambiente e, portanto, conhecem os riscos e problemas envolvidos na devastação, no mau uso dos solos e agrotóxicos e no descumprimento da lei. Quando estas entidades agem por corporativismo, em causa própria, ferem todos os princípios de ética e de responsabilidade social e ambiental, garante.


