Âncora cambial’’ e ‘‘âncora verde’’, somadas, quebraram e continuam quebrando produtores e industriais, comprimindo salários dos empregados no Brasil enquanto geram empregos no exterior.
Esta perda cambial começou em 1994 e o governo deixou rolar. Em 1997, com a eclusão da crise asiática, a perda cambial ampliou-se pois os países daquela área desvalorizaram suas moedas, especialmente o Japão, segunda maior economia do mundo, para defender-se- deixou sua moeda cair cerca de 50%.
Esta forma errada do Brasil administrar o câmbio nos trouxe resultados negativos, expressos num quadro montado por Fayet.
O quadro mostra que até 94 eram gerados saldos positivos, que permitiam pagar empréstimos, juros e outras despesas no exterior. Como a política de câmbio diminiu nossa capacidade de competir na exportação e não foram tomadas providências rigorosas para mudar a situação, fomos gerando saldos negativos e nos endividando de maneira crescente.
Para compensar a situação, o governo foi tentando acumular perdas no comércio exterior; elas passaram a ser constituídas com dinheiro emprestado (mudando a qualidade das reservas cambiais), dando início à bola de neve de dependência do dinheiro dos emprestadores/aplicadores estrangeiros.
Até 1994, a política de comércio exterior preocupava-se com a nossa economia da produção, ou seja, com a agricultura, indústria e os serviços.

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