Anatel quer telefone em 100% dos domicílios
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quarta-feira, 13 de abril de 2011
Eli Araujo <br> Reportagem local 
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) quer que a telefonia fixa chegue ao maior número de domicílios do Brasil, se possível aos 100%. A informação é do economista João Rezende, de Londrina, que é conselheiro da agência. Segundo ele, o plano elaborado pelo órgão regulador consiste em facilitar o acesso do telefone fixo às famílias de baixa renda atendidas pelo programa Bolsa Família e também aos moradores da zona rural.
A medida deve beneficiar cerca de 750 mil famílias no Paraná. São 450 mil famílias que moram na zona rural, de acordo com o último censo do IBGE, e outras 300 mil que moram nas cidades e são atendidas pelo Bolsa Família (quase 60% do total de famílias cadastradas pelo programa no estado).
Hoje, cerca de 12 milhões dos 55 milhões de domicílios existentes no Brasil ainda não têm o telefone convencional, o que dá uma média de uma em cada quatro residências sem o serviço. Já o número de telefones celulares chegou a 202 milhões de aparelhos, superando o número de habitantes, que é de 190,7 milhões, de acordo com o último censo do IBGE.
A assinatura básica do telefone fixo no novo plano da Anatel vai variar entre R$ 9,90 e R$ 13,30, a título de incentivo, contra os R$ 40,00 cobrados atualmente de todos os assinantes. A maior parte dos domicílios sem telefone fixo no Brasil está na zona rural, cerca de 8 milhões, e entre eles, muitos são de pessoas que por coincidência já estão cadastrados no Bolsa Família.
A decisão da Anatel está prevista na revisão das metas feitas a cada cinco anos com as operadoras de telefonia fixa no Brasil, inclusive a Sercomtel, que presta o serviço em Londrina. As metas são impostas às concessionárias com o objetivo de melhorar e expandir o serviço de telefonia.
O conselheiro acredita que todo o processo de revisão quinquenal deve estar concluído até o próximo dia 30 de junho e que as operadoras terão condições de atender pelo menos 50% das necessidades da zona rural a partir de 2012.
A telefonia rural vai funcionar pelo sistema de rádio na frequência 450 megahertz. Cada torre, que recebe o nome de Estação Rádio Base (ERB), vai cobrir uma extensão entre 30 a 50 quilômetros. O custo de implantação do projeto vai variar de acordo com a região, devendo ser mais caro na Amazônia, onde a densidade demográfica é menor e parte do serviço deve ser prestada via satélite.


