Rio de Janeiro - A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) quer pelo menos quatro operadoras de telefonia celular em cada região do País. ''Quatro no mínimo. Não sabemos ainda se há espaço para um quinto operador'', disse o superintendente de Serviços Privados da Anatel, Jarbas Valente ontem em apresentação na Conferência Regional da América Latina CDMA 2005.
Valente revelou que, na licitação de faixas de frequência para operadoras móveis esperada para este ano talvez seja incluída uma extra, de 1,9/2,1 Giga Hertz, ''se houver interesse de operadoras que ainda não atuam no Brasil virem para cá''. É certo que a licitação incluirá frequência para São Paulo. ''São Paulo precisa ter competição'', disse Valente. Ele ressaltou que as regiões com menos de quatro competidores no setor ficaram com uma quantidade menor de terminais móveis por cada cem habitantes. É o caso de São Paulo, que tem três - Vivo, Tim e Claro.
Isso explicaria, segundo Valente, porque o Estado com a maior economia do País é a sétima unidade da Federação em densidade de celulares, com apenas 43 terminais móveis por cada 100 habitantes. Nesse indicador, São Paulo fica atrás de estados como o Mato Grosso e com menos da metade da taxa do campeão, Distrito Federal, onde são 103,18 aparelhos por cada 100 habitantes.
Para ter quatro operadoras por área, nas licitações deste ano do Serviço Móvel Pessoal (SMP) a Anatel não vai mais exigir das empresas as mesmas condições contratuais que nas ocasiões anteriores, quando houve sobras em áreas como São Paulo e estados do Nordeste.
De acordo com Valente, o que se pretende é que o operador proponha as condições de cobertura, qualidade e prazos de atendimento, entre outras, que pretende cumprir, a partir de parâmetros mínimos definidos pela Anatel. As condições apresentadas contarão como critérios para classificação na licitação, além do preço.

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