Brasília - A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) proibiu a Vivo de vender ou ativar novos celulares no Distrito Federal desde a meia-noite. A empresa só poderá voltar a vender o serviço após comprovar, junto à agência, o total restabelecimento das ligações que vêm apresentando falhas desde o último fim de semana.
  A decisão foi tomada ontem pela Anatel por meio de medida cautelar, que exigirá também que a Vivo reembolse os usuários afetados pela pane na sua rede. A Anatel estima que a empresa tenha atualmente cerca de 1 milhão de usuários de telefones celulares no Distrito Federal. Os problemas em um dos principais equipamentos da empresa, que chegaram a atingir 12% dos usuários, ainda não foram sanados.
  O superintendente da Anatel, Jarbas Valente, explicou que a empresa não comunicou o problema imediatamente ao público em geral, aos usuários, à própria Anatel e às demais operadoras, como prevê o regulamento do serviço de telefonia móvel. Ele considera, então, que todos os clientes da empresa foram atingidos pela pane, e não somente aqueles cujos aparelhos estejam conectados ao equipamento com problemas.
  A Vivo deverá apresentar à Anatel, no prazo de 15 dias, sua defesa com relação ao problema. Também precisará apresentar à agência um cálculo para o ressarcimento dos usuários, com base no fluxo médio de chamadas na região. Caso a operadora descumpra a determinação da Anatel sobre a venda de novos celulares ou sobre o ressarcimento dos clientes, estará sujeita a uma multa de R$ 10 milhões.
  A Anatel também adotou medida cautelar contra a Vivo em Goiás por uma pane semelhante à do Distrito Federal, ocorrida no final do ano passado. Valente explicou que a empresa apresentou um programa de reparação aos usuários afetados, que ainda não foi considerado adequado pela agência. Caso o ressarcimento não ocorra como prevê o órgão regulador, a empresa poderá receber multa de R$ 5 milhões. A Vivo prometeu se pronunciar sobre a decisão da Anatel.

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