Anatel prevê competição já em 1999
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domingo, 26 de julho de 1998
Agência Estado 
Marie Hippenmeyer/France PresseEm novas mãosServidores usam telefone público no centro de São Paulo: a gigante Telebrás vai à venda na quarta-feiraO presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Renato Guerreiro, disse esperar que as empresas-espelho do setor de telefonia fixa entrem em operação no primeiro semestre do ano que vem. A Lei Geral de Telecomunicações prevê a criação dessas empresas para competir com as quatro empresas de telefonia fixa do Sistema Telebrás - Telesp, Tele Centro Sul, Tele Norte Leste e Embratel -, que serão privatizadas na próxima quarta-feira.
Empresários do setor de telecomunicações ouvidos pela reportagem acham que as quatro empresas-espelho vão precisar de um a dois anos para começar a funcionar. Guerreiro, porém, garante que isso vai acontecer antes. Estamos trabalhando com um cronograma segundo o qual as espelhos vão começar a funcionar no primeiro semestre do ano que vem, disse. Segundo Guerreiro, isso será possível porque essas empresas usarão, especialmente as empresas de serviço local, a tecnologia conhecida como WLL, a sigla em inglês para enlace local sem fio, que é muito similar à tecnologia do telefone celular.
Acreditamos que as espelhos estarão logo em operação baseados na experiência da banda B, onde as empresas estão conseguindo entrar em operação antes de seis meses depois da assinatura dos contratos de concessão.
Guerreiro confirmou que o edital para as concessões de serviços de telefonia fixa para concorrer com as privatizadas será publicado na quinta-feira, um dia depois do leilão do Sistema Telebrás. Como esperamos celebrar os contratos ainda neste ano, não tenho muita dúvida de que elas entrarão em operação no primeiro semestre de 1999, afirmou.
Guerreiro disse que a Anatel está preparada para cobrar e exigir eficiência e competitividade das empresas privadas que vão operar os serviços telefônicos, contrariando, se necessário, os interesses dos pesos pesados da telefonia internacional. A Anatel não foi criada para atender ou deixar de atender interesses de grupos empresariais, sejam eles grandes ou pequenos. A Anatel foi criada pela Lei Geral de Telecomunicações para defender os interesses do cidadão brasileiro. Se, em defesa do povo brasileiro, a Anatel tiver de contrariar o interesse de quaisquer grupos, ela o fará com absoluta tranquilidade e respaldo na lei, afirmou.
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