Anatel inicia fiscalização no serviço das operadoras
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segunda-feira, 21 de março de 2005
Agência Estado 
Brasília - A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) iniciou ontem uma operação nacional de fiscalização nas operadoras de celular, que têm 67,4 milhões de clientes em todo o País. O objetivo é verificar se as empresas estão cumprindo as metas de qualidade na prestação dos serviços. A fiscalização se segue à divulgação do ranking das piores empresas. Dados atualizados ontem pela Anatel revelaram um número ainda maior de reclamações.
O trabalho será feito por 38 equipes de fiscais, que verificarão como os clientes estão sendo tratados pelas operadoras, tanto nas lojas quanto nos call centers. A Anatel vai conferir, por exemplo, se o atendimento nas lojas está sendo feito dentro do limite de dez minutos. As empresas são obrigadas também a atender qualquer tipo de demanda relacionada ao serviço.
Segundo a Anatel, o atendente das operadoras não pode recusar-se a resolver o problema ou não pode alegar falta de condições para solucioná-lo. Também será verificado se a operadora entrega ao cliente um número de protocolo para os reclamações que não podem ser resolvidas imediatamente.
O número de reclamações recebidas pela Anatel contra as celulares subiu de 19.328, no período de 1º a 28 de fevereiro, para 20.621 reclamações de 13 de fevereiro a 14 de março deste ano. O maior número de queixas, 37%, se refere a erros em contas e cobranças indevidas. O mau atendimento ao cliente é o motivo de 21% das reclamações, seguido das queixas de defeitos nas linhas, com 9,8%, e das dificuldades de cancelamento dos serviços, com 9%.
No dia 11 de março, o presidente interino da Anatel, Elifas Gurgel do Amaral, deu 15 dias de prazo para as empresas melhorarem a qualidade dos serviços e diminuírem o número de reclamações, sob pena de a Anatel tomar medidas mais drásticas, como a suspensão da venda de celulares.


