Brasília - Conforme esperado pelo mercado e pelo governo, as quatro maiores operadoras de telefonia do País - Claro, Vivo, TIM e Oi - levaram as quatro faixas nacionais da tecnologia de telefonia e internet da quarta geração (4G) leiloada ontem pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
A Claro e a Vivo investiram mais pesado e venceram as disputas das duas faixas de 2,5 gigahertz (GHz), com maior capacidade, enquanto a TIM e a Oi ficaram com as duas partes do espectro de menor envergadura. No total, o valor arrecadado pela Anatel nesses quatro primeiros lotes de abrangência nacional chegou a R$ 2,565 bilhões. O ágio médio dessa parte principal do leilão foi de 35,69%.
Como também já era previsto, nenhuma empresa apresentou proposta pelo 450 megahertz (MHz) voltado para a internet móvel rural. Por isso, as quatro vencedoras dos lotes nacionais do 4G assumirão as obrigações de universalização desse outro serviço segundo divisão feita pela Anatel.
Lotes regionais
Encerrada a primeira rodada de leilão de lotes regionais da 4G, a Sky levou a frequência para internet banda larga - sem voz - em 12 áreas de registro, enquanto a Sunrise venceu a disputa em duas áreas de prestação. Dos 66 primeiros lotes regionais de 2,5 gigahertz (GHz) licitados e que não poderiam ser disputados pelas operadoras de telefonia que já compraram pela manhã os lotes nacionais de 4G, apenas 14 foram disputadas por Sky e Sunrise.
A Sky conquistou frequências de 4G em parte dos municípios do Estado de São Paulo com DDDs 11 (exceto capital), 14 e 15. Além disso, a empresa levou partes dos municípios do Rio de Janeiro com DDDs 21 e 22, 24, cidades de Santa Catarina com DDD 47, Rio Grande do Sul com DDD 51, Paraná com DDD 41, Distrito Federal e Entorno com DDD 61, Bahia com DDD 71 e Amapá com DDD 96. O total pago pela Sky por esses 12 lotes foi R$ 90,576 milhões. Já a Sunrise conquistou as faixas para internet 4G em parte dos municípios de São Paulo com DDDs 12 e 19, no total de R$ 19,094 milhões.

Imagem ilustrativa da imagem Anatel arrecada R$ 2,5 bi com leilão dos lotes do 4G
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