Curitiba - Depois de seis anos, desde o início da privatização do sistema de telefonia fixa, a análise da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) sobre as três empresas privadas que entraram no setor Tefonica, Telemar e Brasil Telecom mostra que as três conseguiram antecipar as metas estabelecidas pela Anatel para serem realizadas até dezembro deste ano, implantando-as antes do início de 2001.
Atualmente todos os 5.561 municípios do Brasil possuem pelo menos um telefone público, somando um total de 1,3 milhão de terminais de uso público. Destes, 400 estão localizados em aldeias indígenas. ''Foi um salto enorme'', diz o superintendente de universalização da agência, Edmundo Matarazzo, ressaltando que antes da privatização existiam menos de 300 mil telefones públicos em cerca de 7 mil localidades no País.
A Anatel ainda não finalizou a avaliação dos serviços realizados pela Brasil Telecom, mas, segundo Matarazzo, a empresa também conseguiu cumprir e antecipar suas metas. Como exemplo de meta já cumprida, ele cita a instalação de novas linhas pelas empresas no prazo de máximo de uma semana após a aquisição.
Como consequência desta antecipação, de acordo com ele, as empresas já começam a implantar serviços que estavam previstos no Plano de Metas de 2005. É o caso do telefone fixo pré-pago, que funcionará de modo semelhante aos celulares pré-pagos. ''Com isso as pessoas poderão ter mais controle sobre sua conta de telefone'', explica. Outra novidade será a adaptação dos aparelhos de telefones públicos de modo a atender os deficientes visuais. ''Os telefones já atendem deficientes visuais e auditivos. Agora terão uma tecla em relevo que facilitará o uso por deficientes visuais'', diz.
Este salto só ocorreu, segundo Matarazzo, porque a Anatel estabeleceu metas de universalização, com objetivo de levar o telefone para todas as localidades do País. ''A universalização significa que qualquer cidadão, independente de sua condição financeira e da localização geográfica tenha acesso a serviços com qualidade e a preços acessíveis, de modo que possa exercer a sua cidadania'', diz. Neste contexto, segundo ele, a telefonia torna-se ''um direito do cidadão, um dever do Estado e uma obrigação da operadora''.
Uma das metas estabelecidas pela Anatel, segundo ele, previa que em áreas urbanas onde existe serviço de telefonia particular, as empresas teriam que instalar um telefone público a cada 300 metros. Nas cidades sem serviço individual, deveria haver pelo menos um terminal público. ''O índice de população com acesso individual pulou de 8% para 24% e hoje temos 8 telefones públicos para cada mil habitantes, o que é uma boa marca''.
Matarazzo falou sobre ''Universalização dos Serviços de Telecomunicações'', ontem em Curitiba, no primeiro dia da 2 Feira e Congresso de Tecnologias e Negócios de Informática e Telecomunicações (2 Infotel), que acontece até sábado, no Parque Barigui. Além de uma extensa programação de palestras e painéis dirigidos a empresários e técnicos da área de telecomunicações e de tecnologia da informação, a feira reúne 60 empresas que estão expondo novos equipamentos, soluções, aplicações e serviços da área.

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